Cabelo exige cuidados específicos nas temperaturas mais baixas e dermatologistas explicam estratégias eficazes para prevenir coceira

O inverno altera diretamente o equilíbrio do couro cabeludo e dos fios, principalmente por causa da combinação entre ar seco, banhos mais quentes e mudanças de rotina de higiene. Esses fatores criam um cenário que favorece o aumento da oleosidade em algumas pessoas e o ressecamento em outras, ao mesmo tempo em que pode intensificar coceira, descamação e até quadros como dermatite seborreica.

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O problema não está apenas no frio em si, mas no conjunto de hábitos que mudam nessa época. O couro cabeludo, que possui glândulas responsáveis pela produção de sebo (uma gordura natural que protege a pele), reage a essas mudanças produzindo mais ou menos óleo de forma desregulada, o que gera desconforto e alterações visíveis nos fios.

Veja como cuidar dos cabelos no frio (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN/Lennita)
Veja como cuidar dos cabelos no frio (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN/Lennita)

Uma pesquisa encomendada pelo Google à Offerwise em 2023 mostrou que os cabelos são uma das maiores preocupações dos brasileiros quando o assunto é beleza, ficando à frente de perfumes e maquiagem. Esse dado ajuda a entender por que o inverno chama tanta atenção: a estação intensifica problemas já comuns no dia a dia, como frizz, quebra, perda de brilho e sensação de couro cabeludo sensível.

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Dermatologistas explicam que o uso frequente de água muito quente remove a camada protetora natural da pele, deixando o couro cabeludo mais vulnerável à irritação e à proliferação de fungos, o que pode aumentar a coceira e a oleosidade. Além disso, a redução na ingestão de água e a menor ventilação dos ambientes fechados agravam o ressecamento geral do corpo, incluindo a região da cabeça.

Por que o frio piora a oleosidade e a coceira no cabelo?

O frio afeta o equilíbrio do couro cabeludo por diferentes mecanismos. O primeiro deles é a alteração na frequência e na temperatura das lavagens. Muitas pessoas passam a tomar banhos mais longos e quentes, o que retira os lipídios naturais que protegem a pele.

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Quando essa proteção é removida, o couro cabeludo pode reagir de duas formas: produzir ainda mais óleo para compensar a perda ou ficar ressecado e irritado. Em ambos os casos, surgem sintomas como coceira, descamação e sensação de desconforto.

Outro ponto importante é a menor frequência de lavagem. No frio, algumas pessoas lavam menos o cabelo, o que permite o acúmulo de oleosidade, suor, poluição e células mortas. Esse ambiente favorece a proliferação de fungos naturais da pele, como o Malassezia, que pode agravar a dermatite seborreica, uma inflamação comum que causa descamação e coceira persistente.

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Esse quadro pode atingir diferentes níveis de intensidade e, em alguns casos, se espalhar para áreas próximas, como testa e orelhas.

Será que lavar o cabelo com frequência no frio dá frizz? Descubra (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMM)
Será que lavar o cabelo com frequência no frio dá frizz? Descubra (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMM)

A baixa umidade do ar também contribui para o problema. Com o clima mais seco, o couro cabeludo perde água com mais facilidade, o que intensifica o ressecamento. Ao mesmo tempo, a poluição presente em grandes cidades pode se acumular nos fios e na raiz, aumentando a irritação. Essa combinação explica por que muitas pessoas percebem aumento de problemas no cabelo durante o inverno, mesmo sem mudar tanto a rotina.

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Cuidados essenciais para controlar o problema

A primeira recomendação dos dermatologistas é ajustar a temperatura da água. O ideal é evitar banhos muito quentes e preferir água morna. A água excessivamente quente remove a proteção natural do couro cabeludo e aumenta tanto o ressecamento quanto a oleosidade compensatória. Em alguns casos, uma lavagem final com água mais fria ajuda a selar a cutícula do fio e melhora o brilho do cabelo.

A forma de lavar também influencia diretamente a saúde do cabelo. O shampoo deve ser aplicado apenas no couro cabeludo, enquanto o condicionador deve ser usado apenas no comprimento e nas pontas. Isso evita o acúmulo de resíduos na raiz, que pode piorar a oleosidade e a coceira. A higiene precisa ser mantida mesmo no frio, já que a redução de lavagens não impede a ação de fungos e bactérias que vivem naturalmente na pele.

A hidratação também desempenha papel central. O couro cabeludo e o cabelo precisam de reposição de água e nutrientes, o que pode ser feito com máscaras capilares e produtos específicos. Ingredientes como pantenol, aloe vera e óleos vegetais ajudam a restaurar o equilíbrio dos fios. Em casos de ressecamento intenso, a hidratação semanal se torna ainda mais importante para evitar que o cabelo fique quebradiço e sem brilho.

A alimentação e a ingestão de água também influenciam diretamente a saúde do cabelo. No frio, a tendência de beber menos água pode prejudicar a hidratação do corpo como um todo. Além disso, nutrientes como vitamina E, ômega-3 e biotina ajudam na estrutura do fio e na saúde do couro cabeludo. Quando esses elementos estão em falta, o cabelo pode ficar mais fraco e sensível às mudanças climáticas.

Outro cuidado importante envolve a proteção contra o calor do secador. O uso correto do aparelho, com distância adequada e temperatura moderada, evita danos à fibra capilar. O protetor térmico cria uma barreira que reduz o impacto do calor e ajuda a preservar a estrutura do fio. Secar completamente o cabelo também evita que a umidade acumulada no couro cabeludo favoreça a proliferação de fungos.

Dermatologista  dá dica para ter o cabelo perfeito no inverno (Foto: Reprodução/ Freepik)
Dermatologista dá dica para ter o cabelo perfeito no inverno (Foto: Reprodução/ Freepik)

Por fim, o uso de acessórios como chapéus e gorros deve ser feito com atenção. Materiais sintéticos podem aumentar o atrito e a eletricidade estática, o que piora o frizz e pode irritar o couro cabeludo. Tecidos mais suaves ajudam a proteger os fios sem prejudicar a ventilação da região.

Se os sintomas de coceira, oleosidade excessiva ou queda persistirem, o ideal é buscar avaliação dermatológica. Muitos casos exigem tratamento específico, principalmente quando há suspeita de dermatite seborreica ou outras inflamações do couro cabeludo.