
Com certeza absoluta você tem uma televisão em casa, certo? E, com certeza, você a assiste, afinal ela está aí pra isso. Você gosta do que as emissoras tem a oferecer?
Aí está um dos pontos mais polêmicos dos últimos tempos. A TV brasileira, as emissoras, a programação, enfim, todo esse universo televisivo já foi muito criticado, mas ao mesmo tempo continua com a mesma força de antes. Por que?
Alguns argumentam que a TV aberta no Brasil não oferece programas de qualidade. Qualidade duvidosa, mal gosto, falta de inovação, apelação, exploração do sofrimento alheio estão entre as principais reclamações de quem vê – ou tenta ver – alguma coisa na TV. Aí entram as novelas, Reallities Show, programação de domingo e etc. Diversos estudos foram feitos mostrando que a qualidade da programação da TV aberta no Brasil anda de mal a pior, cada vez mais decadente, apesar dos grandes avanços tecnológicos. Outro dia uma amiga me disse que nao adianta nada ter imagem HD para ver o Ratinho entregando exames de DNA ao vivo…
Por outro lado, há os que dizem que a função da TV não é educar, é entreter. Isso é o que disse toda a vida o jurássico lendário Silvio Santos, dono do SBT, da Tele Sena e de uma pá de coisas aí. Eu tive a oportunidade de entrevistar, ha uns 2 anos, o Décio Piccinini pra um trabalho da faculdade (lembra dele, dos shows de calouros do SBT? Não, né? OK) e ele me disse o seguinte: “a pessoa trabalha o dia inteiro, se aborrece no trânsito, ouve reclamação do chefe, quando chega no fim do dia tudo o que ela quer é relaxar, e pra isso existe a TV“.
O fato é o seguinte: reclamando ou não, as emissoras de TV continuam firmes, ganhando mais dinheiro que nunca. A Rede Globo continua líder e milionária como sempre, a Record anda gastando milhões em novelas, o SBT continua cobrando uma fortuna para anunciar no programa Raul Gil e assim a vida continua. É fato que a internet tirou muita audiência da TV. Basta comparar os números de 10 anos atrás com os de agora das TVs. Mas ainda assim a TV segue forte, com programação boa ou não.
Por Weslley Talaveira / Insoonia
