R$2 a R$200: O dinheiro em papel vai acabar no Brasil? O que o Banco Central diz

Banco Central nega fim do papel e confirma mudanças no Drex
Com notas que vão de R$ 2 a R$ 200 ainda circulando no dia a dia, muitos brasileiros passaram a se perguntar se o dinheiro em papel tem os dias contatos no país. A dúvida ganhou força principalmente após o anúncio do Drex, projeto do Banco Central que ficou conhecido como o “real digital”.
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Porém, em novembro de 2025, o Banco Central esclareceu que mudou os rumos do projeto. A autoridade monetária desistiu de lançar uma moeda digital oficial nos moldes inicialmente previstos e decidiu seguir por outro caminho.
Agora, o Drex será uma infraestrutura tecnológica voltada à criação de contratos inteligentes no sistema financeiro. Mesmo assim, o Banco Central reforça que o dinheiro em espécie não será extinto.
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Desde que o Drex foi anunciado, em 2021, como uma versão digital do real, surgiram especulações sobre o possível fim das cédulas. No entanto, isso nunca iria acontecer.
Na época, o Banco Central negou qualquer intenção de substituir o papel-moeda e afirmou que a proposta não alternaria os hábitos da população.
Já em janeiro de 2025, a autoridade monetária voltou a desmentir os boatos por meio de um comunicado no portal do governo federal.
“É falso que o DREX, moeda digital do Banco Central do Brasil, vá substituir o dinheiro em espécie. A emissão de papel moeda se dá por diversas necessidades e hábitos da população. A versão inicial do Real Digital será uma opção adicional ao uso de cédulas, mas – por ter foco no uso online – seu impacto sobre a demanda por papel-moeda não deve ser relevante”, disse o BC em janeiro de 2025.
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Mudança de rumo no Drex
Em novembro do ano passado, o chef-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Breno Lobo, explicou publicamente a mudança de estratégia.
De acordo com Breno Lobo, o BC decidiu “dar um passo para trás” e abandonar a ideia de uma CBDC (moeda digital emitida diretamente pelo Banco Central).
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O Drex deixa de ser uma moeda digital e passa a funcionar como uma infraestrutura capaz de viabilizar contratos inteligentes com segurança, garantindo a chamada “entrega contra pagamento”.
Na prática, isso significa assegurar que uma transação só seja concluída quando todas as condições do contrato forem cumpridas.
“A gente deu um passo para trás. Não é uma CBDC, uma moeda digital do BC. É uma infraestrutura para permitir contratos inteligentes, para garantir a entrega contra pagamento. Mas tem que dar o passo inicial, a gente enxerga o DREX nessa função”, afirmou Breno Lobo, do Banco Central.
Desse modo, a nova proposta prevê contratos inteligentes capazes de transferir automaticamente a propriedade de um carro ou imóvel no mesmo instante em que o pagamento é liquidado.
“Importante é ter uma infraestrutura que consegue registrar contratos inteligentes com liquidação vinculada, atrelada, ao alcance daquelas condições estabelecidas em contrato. DREX está indo nessa direção, que traz muito mais utilidade para a população brasileira”, acrescentou ele.
Além disso, outro cenário envolve dispositivos inteligentes. Uma geladeira conectada, por exemplo, poderia identificar a falta de produtos e fazer pedidos automático.
A modalidade também poderá permitir o pagamento automático, por meio de uma carteira digital, sem necessidade de cartão, por exemplo.
Autor(a):
Giovana Misson
Formação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, é colunista do portal TV Foco desde 2020, com foco em beleza, televisão e celebridades. Com apuração jornalística rigorosa, tem como compromisso informar o público com credibilidade e precisão. Apaixonada por moda e pelo universo das celebridades, acompanha de perto as principais tendências e acontecimentos. Antes disso, atuou como assessora de imprensa e redatora.