Dira Paes diz que acredita em feminismo sem violência e gritaria: "Olhando no olho"

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

08/03/2018 às 22:03 · Tempo de leitura: 2 minutos

Dira Paes foi escalada para comandar o Oscar 2018 na Globo. (Foto: Carol Caminha/Divulgação/GShow)

Dira Paes (Foto: Divulgação)

Dira Paes esteve no programa de Fátima Bernardes, o Encontro, na manhã desta quinta-feira, Dia Internacional da Mulher. Claro, a data não passou batida e virou tema.

“É muito importante que a gente perceba, é um movimento mundial, não é terceiro-mundismo. É o mundo que está gritando”, disse a intérprete da inesquecível empregada Solineuza, de A Diarista.

Bárbara Paz, que também ocupava o sofá da atração, concordou. “A gente passou a vida inteira achando que não podia muitas coisas. Não dá mais, todas levantaram, estão falando”.

Dira ainda disse acredita que nem sempre é preciso partir para a guerra para ser feminista. “Tem horas que é olhando no olho, falando sério.  Mas a gente vai conseguir nossas conquistas com leveza, com sorriso.

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E Dira acrescentou: “É uma mudança difícil para homens acostumados numa cultura em que se sentem seguros que estão fazendo a coisa certa. Em muitas cidades do Norte ou ribeirinhas, os pais se acham no direito de deplorar as próprias filhas”.

Fátima Bernardes falou ainda da criação que deu ao filho Vinícius. “Eu como mãe de menino tem uma coisa que é libertador e aprendi: que bom dizer para ele ‘nossa, que bom que você foi carinhoso, delicado, cuidou bem de sua avó nesse momento’. . São características que eles precisam ter. Um menino atencioso, delicado, carinhoso vai cuidar dele, da família, da mulher, de uma maneira diferente”.

E acrescentou: “A gente não fala de respeito e igualdade de gênero só no Dia Internacional da Mulher, não. A gente fala disso o tempo todo, e acaba ouvindo: ‘mas não é muito mimimi? Toda hora precisa falar disso? Precisa sim, não é mimimi, é importante falar”, disse a âncora da atração.

A apresentadora ainda rebateu quem critica o programa por voltar sempre a temas como o feminismo, preconceito, racismo e homofobia, que são ‘rotina’ em sua atração.

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