Diretor do Pânico entrega o que motivou fim do programa e relação nos bastidores é exposta: “Ninguém se aguentava”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Pânico chegou ao fim em 2017 na Band. (Foto: Montagem/Reprodução)
Pânico chegou ao fim em 2017 na Band. (Foto: Montagem/Reprodução)
Ex-diretor e produtor do Pânico, Marcelo Bolinha revelou detalhes inéditos dos bastidores e o que causou o fim do programa
Em 2017, já amargando baixa audiência, com a saída de nomes de peso, além do alto custo de produção na Band, o Pânico chegou ao fim de forma melancólica, após 14 anos — também somando os nove anos de RedeTV!.
E três anos após o fim do humorístico, Marcelo Picon, o popular Bolinha, em entrevista ao canal do lutador Demian Maia no YouTube, resolveu revelar alguns detalhes dos bastidores e o que teria provocado o fim da atração, que já foi uma grande referência na televisão brasileira.
Ex-produtor e diretor de externas do Pânico, mas também conhecido do público pelas suas aparições em frente às câmeras, Bolinha relembrou a época de “vacas magras” do programa, em seu início, na RedeTV!.
“Quando o programa começou, eu usava o meu carro para fazer [gravações] externas, colocava gasolina do meu bolso, e ninguém estava nem aí. Tinha uma parte [do elenco] do programa que ganhava dinheiro para caramba, e os ‘peões’ embaixo quebravam a cabeça para fazer as coisas”, disse.
O diretor deixou claro que sempre gostou do humor politicamente incorreto, que era a principal marca do Pânico, mas revela que “houve muita censura” quando a trupe se transferiu para a Band.
Marcelo Bolinha foi diretor do Pânico. (Foto: Divulgação)
INÍCIO DO FIM
Bolinha ressaltou que no início da sua fase na Band (as duas primeiras temporadas), o humorístico ainda conseguia registrar alta audiência, mas entrou em queda a partir do terceiro ano, e que a duração das edições pode ter contribuído para o desgaste.
“Era um programa muito longo [três horas]. Era uma coisa que se discutia muito, e eu falava: ‘diminui para duas horas, uma hora e meia, para dar longevidade’, mas por motivos ‘n’ não aconteceu isso”, revelou.
O diretor também levantou a possibilidade de que o longo tempo de relação entre os integrantes do elenco provocou um desgaste nos bastidores. “Era um casamento de 14 anos, que no final ninguém se aguentava, a real é essa. É muito difícil alguém falar isso, os caras sempre vão ficar pisando em ovos, mas eu falo: ninguém se aguentava mais”, disparou.
“O último ano foi totalmente empurrado com a barriga, foi tipo ‘fod*-se’. No meu último ano também estava com problemas de saúde, então liguei no automático, tinha um diretor novo… Na real, fiz [o programa] com uma put* má vontade”, completou.
Vale lembrar que do elenco original do Pânico, praticamente todos os integrantes tomaram rumos diferentes em projetos e emissoras distintas. A marca segue viva apenas no rádio, através da Jovem Pan, onde surgiu nos anos 90, e ainda com o apresentador Emílio Surita no comando.
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