Os dramalhões mexicanos seguem conquistando boa audiência nas tardes do SBT, enquanto a atual novela das sete se torna um fenômeno de audiência na Globo. O que esses dois casos têm em comum? O diretor artístico do SBT, Fernando Pelégio, explica.
Ele diz que não se admira com esse sucesso. “A gente sabe que esse tipo de novela feita pela Televisa tem um apelo familiar. Essas novelas têm uma coisa básica, o bom é bom, o ruim é ruim”, contou ele, em entrevista ao UOL, comparando os dois casos.
“É exatamente como essa novela da Globo. Por que é tanto sucesso? Porque é básica. Ela não quer pirar na batatinha e nem inventar a roda. A Eliza é a gata borralheira e tem também os príncipes. Esse é o princípio da dramaturgia, tem que ter sempre o triângulo amoroso”, afirma.
“O sucesso da telenovela é um tripé: tem que ter um argumento muito bom, um texto tão bom quanto e a realização. Dentro da realização tem fotografia, elenco, trilha musical… Um bom argumento e um bom texto já são dois terços convencidos. Essas novelas mexicanas têm esses dois terços”, garante.
Ele ainda defende as várias reprises de novelas como “A Usurpadora” e “Marimar”. “Tem novela que quando você coloca é sucesso, Thalía que o diga”, brinca ele, referindo-se à protagonista da trilogia “Marimar”, “Maria Mercedes” e “Maria do Bairro”.


