Dívida de R$314M: Rede de supermercados popular em SP sofre e luta para sobreviver em 2025

Rede de supermercados popular em São Paulo sofre e luta para sobreviver em 2025 devido a dívidas de R$ 314 milhões

18/02/2025 às 12:00 · Tempo de leitura: 6 minutos

Ilustrações supermercados e dívidas (Fotos: Canva)

De fato, manter um supermercado funcionando na cidade de São Paulo é um grande desafio. A forte concorrência, as oscilações da economia e as crises financeiras tornam a sustentabilidade dos negócios ainda mais difícil.

Muitos estabelecimentos enfrentam dificuldades para pagar suas dívidas e seguir operando.

Nesta terça-feira, 18, iremos mostrar a situação de uma empresa que está lutando para se manter ativa, apesar de uma dívida de R$ 314 milhões.

Mas, afinal, qual é a rede?

Estamos falando da rede brasileira de supermercados Grupo St. Marche. A empresa estaria contando com assessores para buscar uma reestruturação de suas dívidas.

De acordo com o portal Valor Econômico, fontes próximas ao assunto afirmam que a rede está tentando realizar uma reestruturação extrajudicial para enfrentar a crise financeira.

O principal credor

As fontes, que optaram por não se identificar por se tratar de negociações privadas, destacam que o BTG Pactual é um dos principais credores do Grupo St. Marche.

A empresa, sediada em São Paulo, é controlada pela L Catterton, um fundo de private equity que tem participação do bilionário francês Bernard Arnault.

No entanto, de acordo com veículos de comunicação locais, esse fundo estaria buscando vender sua participação na rede de supermercados.

St. Marche (Foto: Reprodução / Internet)

Dívidas acumuladas

De acordo com as demonstrações financeiras de 2023, a empresa acumulava aproximadamente R$ 314 milhões em dívidas.

Além disso, a rede registrou um prejuízo de R$ 62 milhões no mesmo ano, após perdas de mais de R$ 66 milhões em 2022, conforme o Valor Econômico.

Impacto das taxas de juros

De fato, nos últimos anos, supermercados, varejistas e empresários de diferentes setores vêm enfrentando desafios relacionados às altas taxas de juros e à inflação.

Inclusive, o Banco Central prevê que a inflação anual permanecerá acima da meta de 3% nos próximos meses.

Desse modo, varejistas precisam adota medidas de controle econômico mais rígidas.

Além disso, a taxa Selic deve ser elevada para 14,25% no próximo mês, o que poderá gerar ainda mais impactos nas empresas do setor.

Ilustração supermercado (Foto: Canva)

Histórico do supermercado

Fundado em 2002 por Bernardo Ouro Preto e Victor Leal, o St. Marche se tornou uma das principais redes de supermercados voltadas para o público de alto padrão.

A empresa se destaca pela diversidade e alta qualidade dos produtos, o que atrai consumidores exigentes.

Atualmente, o St. Marche está presente em diversas localidades estratégicas de São Paulo, como Campinas, Campo Belo, Granja Viana, Chácara Klabin, Higienópolis, Itaim, Moema, Mooca, Perdizes, Panamby, Morumbi e outros bairros.

Posicionamento da empresa

Até o momento, o Grupo St. Marche não se pronunciou sobre a situação. O mesmo vale para a L Catterton e o BTG Pactual.

No entanto, o espaço continua aberto para manifestações.

Ilustração dívidas (Foto: Canva)

Considerações finais

Em suma, a rede de supermercados do Grupo St. Marche estaria contando com assessores para buscar uma reestruturação de suas dívidas, que chegaram a aproximadamente R$ 314 milhões em 2023.

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