Dívida de R$ 674M e falência selada pelo Judiciário: o colapso de 2 potências dos shoppings de SP

Falência confirmada pela Justiça: a derrocada e a batalha de 2 gigantes dos shoppings de SP. Entenda os detalhes!

08/12/2025 às 21:46 · Tempo de leitura: 6 minutos

Falência: o fim de 2 potências dos shoppings (Foto: Montagem/TV Foco)

Falência confirmada pela Justiça: a derrocada e a batalha de 2 gigantes dos shoppings de SP

O cenário do varejo brasileiro sofreu um abalo com o colapso definitivo de duas das maiores livrarias do país, que acumulam dívidas milionárias e disputas judiciais. A Saraiva, após declarar um passivo de R$ 674 milhões, teve sua falência decretada e vê seus ativos digitais irem a leilão, enquanto a Livraria Cultura enfrenta um cenário ainda mais complexo com sua terceira quebra anunciada.

Nesse sentido, tais eventos marcam o encerramento de um ciclo histórico nos shoppings e ruas nobres de São Paulo. A incapacidade de honrar compromissos financeiros e a mudança nos hábitos de consumo forçaram o fechamento de portas, abrindo espaço para novos modelos de negócio liderados por gigantes do e-commerce.

O drama judicial e a terceira falência da Cultura

A situação da Livraria Cultura agravou-se drasticamente em 10 de setembro de 2025, quando a 2ª Vara de Falências de São Paulo decretou sua falência pela terceira vez conforme informações do portal ‘Publishnews’. A decisão atendeu a um pedido da credora Bombonieres Ribeirão Preto, que cobrava dívidas de aluguel e encargos superiores a R$ 1 milhão, referentes ao espaço no Conjunto Nacional.

Diferente dos processos anteriores, o magistrado entendeu que essa cobrança tratava de créditos extraconcursais, ou seja, dívidas contraídas após o pedido de recuperação judicial. Por isso, a proteção legal que a empresa possuía não se aplicava a este novo calote, resultando na ordem imediata de bloqueio de bens e contas.

Consequentemente, a rede fechou suas últimas lojas físicas remanescentes, incluindo o charmoso casarão na Avenida Higienópolis. O encerramento repentino gerou o cancelamento de diversos eventos e lançamentos de livros, frustrando autores e colaboradores que foram dispensados.

Unidade da Avenida Paulista (Reprodução: Internet)

O fim da Saraiva e o leilão do site

Paralelamente, a Saraiva segue seu processo de dissolução após a falência decretada em outubro de 2023. A empresa, que já foi a maior do setor, não conseguiu reverter sua crise financeira iniciada em 2018, quando reportou a dívida colossal de R$ 674 milhões segundo dados do ‘Jusbrasil’.

Recentemente, a marca sofreu mais um revés com a perda de seu domínio na internet. A Saraiva não renovou seu endereço web em 2025 e o Registro BR iniciou o leilão do domínio com lance inicial de R$ 50, fato que expôs o desmantelamento total dos ativos da rede, inclusive os digitais.

Loja da Saraiva – Foto: Internet

A nova era com a Galeria Magalu

Enquanto as livrarias tradicionais saem de cena, o espaço deixado pela Cultura na Avenida Paulista ganha nova vida. O Magazine Luiza inaugura, em dezembro, a Galeria Magalu no histórico local do Conjunto Nacional, preservando a arquitetura mas alterando o foco comercial.

O ambiente agora integra vendas de eletrônicos, cosméticos e uma operação da Estante Virtual. O antigo Teatro Eva Herz foi renomeado para “Teatro YouTube”, simbolizando a transição final do varejo de livros físico para experiências digitais e de conteúdo.

Desse modo, veja os pontos desta crise no varejo de gigantes:

  • Saraiva: Falência decretada com dívida de R$ 674 milhões.
  • Livraria Cultura: Terceira falência decretada em setembro de 2025 por dívidas recentes (pós-recuperação).
  • Decisão judicial: a Justiça entendeu que as novas dívidas da Cultura não estavam protegidas pela recuperação judicial antiga.
  • Consequências: fechamento das lojas de Higienópolis e do Conjunto Nacional, com demissões e cancelamento de eventos.

O que acontece com as dívidas quando a falência é decretada?

Quando a Justiça decreta a falência, a empresa encerra suas atividades comerciais e perde a gestão de seus bens. Assim, a Justiça nomeia um administrador judicial para vender (leiloar) todo o patrimônio restante, como estoques, imóveis e marcas.

O dinheiro arrecadado serve para pagar os credores, seguindo uma ordem de prioridade estrita: primeiro as dívidas trabalhistas (salários e indenizações), depois os impostos e, por último, fornecedores e outros credores. Por fim, muitas vezes, o valor arrecadado não é suficiente para quitar o “calote” integral.

Tópicos nesse artigo:

Mais lidas

ver todas
  1. Virginia faz na Globo o que nem Luciano Huck esperava
  2. Globo em luto: Com câncer espalhado no cérebro, âncora do Jornal Hoje morreu logo após diagnóstico fatal
  3. Câncer fatal: A morte devastadora de atriz mais amada da Globo e Ana Maria aos prantos com anúncio de luto
  4. "Ainda choram por mim": Carta psicografada inédita de Dinho, do Mamonas, revela culpado por sua morte
  5. Cantor morre após grave acidente e Brasil entra em luto