A montadora não resistiu a crise e teve o adeus cravado de vez

No Brasil, manter uma grande empresa sem dúvida alguma não é uma tarefa fácil. Isso porque qualquer momento de instabilidade na economia pode causar uma grave crise e levá-la ao fundo do poço. Aliás, quem enfrentou essa situação foi uma famosa montadora rival da Fiat.

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Diante um mercado bastante competitivo, onde cada montadora deseja mostrar sua força e garantir o queridismo, as empresas precisam mostrar inovação, preços agradáveis e modelos de carros atraentes. Porém, infelizmente, a famosa fabricante brasileira não conseguiu penetrar como gostaria no mercado.

Estamos falando da Gurgel, famosa empresa criada pelo engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, em setembro de 1969. A marca produziu ainda na década de 1980, algumas unidades do furgão Itaipu E-400.

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Montadora Gurgel fez sucesso no Brasil por conta de carros diferentes (Foto: Divulgação)

Montadora Gurgel fez sucesso no Brasil por conta de carros diferentes (Foto: Divulgação/Internet)

O automóvel em questão se trata de nada menos que o primeiro carro elétrico do Brasil. Anteriormente, a empresa apresentou protótipos do Itaipu, no ano de 1975, muito antes de se tornar uma demanda mundial.

Pelas ideias brilhantes e para lá de inovadoras, a montadora rival da Fiat ganhou reconhecimento pelos carros construídos em fibra de vidro e lançamento do BR800 em 1988, compacto interessante para os grandes centros.

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Gurgel BR-800 - FOTO: Reprodução/Internet

Gurgel BR-800 – FOTO: Reprodução/Internet

O que aconteceu com a Gurgel?

A rival da Fiat ainda chegou a fazer vários lançamentos, porém, na década de 90, o Governo Federal acabou reduzindo a alíquota do IPI para carros 1.0. Dessa forma, os carros da Gurgel passaram a concorrer diretamente com modelos nacionais de marcas como Volkswagen, Fiat, Ford e Chevrolet.

Outro ponto importante é que, o mercado de importados trouxe soluções mais atrativas aos motoristas. Assim, diante desses e outros fatores, a empresa gigantesca não suportou a crise em 1994 e somando dívidas de quase R$ 300 milhões, teve a falência decretada em um processo que se alongou até 1996.

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