A Anvisa determinou a proibição imediata de glitters e folhas de ouro vendidos como comestíveis no Brasil. A decisão ocorreu após fiscais identificarem fragmentos de plástico na composição desses produtos, situação que elevou o alerta sanitário.

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Desde então, a Anvisa passou a considerar esses itens um risco direto à saúde, sobretudo por envolver ingestão repetida em doces populares. Além disso, o órgão destacou que nenhuma quantidade de plástico possui autorização para consumo humano.

ANVISA faz alerta após brigadeiro contendo plástico (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)
ANVISA faz alerta (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)

A medida atingiu produtos amplamente usados na confeitaria artesanal e profissional. Muitos apareciam em bolos decorados, sobremesas finas e doces vendidos em redes sociais.

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Segundo a Anvisa, análises confirmaram a presença de polímeros como polipropileno e PET, materiais comuns em itens decorativos.

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Por isso, a agência determinou o recolhimento dos lotes e proibiu a propaganda desses produtos como comestíveis, reforçando o cumprimento das normas sanitárias vigentes.

Quais os riscos?

Além do risco imediato, a Anvisa apontou preocupação com os efeitos acumulativos dessas partículas no organismo. Estudos recentes associam a ingestão de microplásticos a processos inflamatórios, alterações celulares e possíveis impactos no sistema imunológico.

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Embora a ciência ainda investigue a extensão desses danos, especialistas já defendem cautela máxima. Assim, o consumo frequente de alimentos decorados com plástico pode favorecer inflamações silenciosas no corpo.

A polêmica ganhou força após a circulação de um vídeo nas redes sociais. O conteúdo mostrava que glitters vendidos como comestíveis possuíam a mesma composição de produtos usados em papelaria. A partir disso, consumidores passaram a questionar a segurança desses itens.

Logo depois, a Anvisa intensificou fiscalizações e confirmou irregularidades em marcas comercializadas online e em lojas especializadas.

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Atenção

No entanto, a agência esclareceu que nem todo glitter usado em doces representa risco. Existe diferença clara entre produtos decorativos e ingredientes alimentares autorizados.

O problema surge quando fabricantes rotulam plástico como comestível. Por isso, a Anvisa reforçou critérios que ajudam a identificar produtos seguros.

  • O rótulo deve indicar uso alimentar autorizado.
  • A composição precisa trazer apenas aditivos permitidos.
  • O produto deve conter código INS válido.
  • A embalagem não pode usar termos ambíguos ou enganosos.

Por fim, a Anvisa orientou consumidores e profissionais a suspenderem o uso de qualquer glitter sem comprovação sanitária. O órgão também recomendou denunciar produtos suspeitos à vigilância local.

Com isso, a agência busca reduzir a exposição da população a substâncias proibidas e reforçar a segurança alimentar. A decisão marca mais um passo no combate a práticas que colocam a saúde em segundo plano.