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Próximo dos anos 80, a Globo tirou Sílvio e colocou o Bom Domingo, apresentando séries inéditas como “Buck Rogers”, “Galáctica”, “Hulk” preencheram nosso dia de descanso com qualidade. Somem a isso “Os Trapalhões” e “Fantástico” com matérias realmente especiais e tínhamos um Brasil bem servido. Todos assistiam. Era a única opção, mas assim como a Band perdeu seu domingo totalmente esportivo para a tv paga, o Bom Domingo também saiu do ar com a concorrência da Sony e seus correlatos.
Hoje temos programas de auditório banais e futebol. Somente isso. Nada contra os auditórios pois na mesma época eles também desfilavam com qualidade, “Oito ou Oitocentos” com Paulo Gracindo, “Moacyr TV” com Moacyr Franco, “Domingo Milionário” com J. Silvestre na Manchete e tantos outros são exemplos.
A TV paga matou o bom domingo de quem não tem interesse em pagar. Sobrou só o osso, as subcelebridades, os dinossauros que não largam, nem podem, o trabalho. Hoje torna-se notícia uma mulher careca, brigas entre bispos que deveriam estar no “xadrez”, procura de cão em Porto Alegre, videocassetadas e outros maus domingos. Hoje, quem fica verde de raiva no domingo não é o Hulk.
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