Dona de varejista mais amada de shopping n°1 de Porto Alegre afunda em crise e exige falência em 2025

Dona de varejista em Shopping n°1 de Porto Alegre exige falência (Foto: Montagem/TV Foco)
Dona de varejista amada do shopping n°1 de Porto Alegre afunda em crise e pede falência em 2025. Saiba os detalhes
Uma crise de origem internacional impacta fortemente o setor varejista global neste começo de 2025. As consequências desse cenário adverso já se manifestam em diversas operações comerciais, inclusive com reflexos notados no Brasil.
Este quadro delicado tornou-se público em fevereiro deste ano, provocando apreensão no mercado. Uma reconhecida loja de vestuário, com unidade estabelecida no Shopping Iguatemi em Porto Alegre, encontra-se diretamente afetada por esta turbulência financeira.
A partir de informações divulgadas pelo portal “G1”, a equipe do TV Foco, especializada em negócios e economia, traz agora mais detalhes sobre o assunto.
A companhia norte-americana Liberated Brands, que administra lojas de marcas renomadas como Quiksilver, Billabong e Volcom, deu entrada em um pedido formal de recuperação judicial. O processo iniciou-se nos Estados Unidos, perante o tribunal de Delaware, no começo de fevereiro.
A ação fundamenta-se no Capítulo 11 da legislação de falências daquele país. A empresa planeja, como resultado, descontinuar a operação de suas lojas físicas nos EUA.
Impacto nos Estados Unidos
A Liberated Brands, cuja sede fica na Califórnia, confirmou a intenção de encerrar e liquidar seus negócios em solo americano. Tal decisão acarretará o fechamento de 124 pontos de venda físicos.
Ademais, foi informado que a reestruturação resultará na dispensa de cerca de 1,4 mil colaboradores. O processo de liquidação já começou, embora o cronograma exato para a conclusão ainda não esteja definido. A situação de nove lojas no Havaí permanece em negociação.

Causas da crise financeira
A empresa atribuiu a drástica medida a uma conjuntura econômica desfavorável. A Liberated enfrentou severos choques macroeconômicos e também lidou com problemas persistentes na cadeia de suprimentos global.
Além disso, a forte concorrência exercida por marcas de “fast fashion” diminuiu significativamente seus lucros. A instabilidade da economia mundial e as alterações nos padrões de consumo dos clientes, em face do aumento do custo de vida e das pressões inflacionárias, agravaram o quadro.
Conforme comunicado, embora a demanda tenha crescido durante a pandemia, a empresa não conseguiu sustentar o ritmo diante dos desafios macroeconômicos subsequentes.
O CEO, Todd Hymel, apontou ainda o impacto do crescimento das compras online e da moda rápida, que oferece produtos de baixo custo rapidamente, reduzindo as margens de empresas tradicionais.

O futuro das marcas envolvidas
Contudo, o pedido de falência da operadora não significa o fim de marcas populares como Quiksilver, Billabong e Volcom.
Estas e outras etiquetas são propriedade do Authentic Brands Group (ABG), que já havia transferido as licenças de operação nos EUA para novos parceiros antes do pedido. O ABG indicou que a rede física da Liberated nos EUA estava “superdimensionada” e sobrecarregada com locais de baixo desempenho.
Como fica a operação global?
A Liberated Brands mantinha uma presença internacional expressiva, com vendas reportadas em mais de 100 países. A empresa opera sedes regionais estratégicas na Europa, Japão e Austrália, além da América do Norte.
Enquanto o processo atual se concentra no encerramento das operações norte-americanas, os documentos judiciais sinalizam a possibilidade de venda de outras operações internacionais, seja para continuidade dos negócios ou em formato de liquidação.
A situação complexa da varejista derivou de uma série de fatores interligados que desafiaram sua capacidade de adaptação. Além das marcas mais famosas, a Liberated gerenciava a venda ou operação de lojas para outras grifes relevantes no segmento, como:
- Spyder
- RVCA
- Roxy
- Honolua

Considerações finais
Portanto, a solicitação de recuperação judicial pela Liberated Brands em 2025 representa um ponto de inflexão crítico para a operadora.
Ao passo que as lojas físicas nos Estados Unidos se preparam para o fechamento, as marcas associadas devem permanecer ativas no mercado, agora sob a gestão de novos licenciados designados pelo Authentic Brands Group, ajustando-se às novas realidades do varejo.
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