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O projeto que transformará grandes títulos da dramaturgia da Globo em macrosséries ainda divide opiniões de diretores da emissora. Um grupo acredita que está mais do que na hora da Globo apostar em novas versões e formatos para os títulos que estão em seu acervo e, assim, manter a audiência do telespectador que gosta de dramaturgia. Na prática, a Globo terá no segundo semestre novela às 15h (Vale a Pena Ver de Novo), 17h50 (Malhação), 18h25 (Cordel Encantado), 19h25 (Morde & Assopra), 21h10 (Fina Estampa) e 23h (O Astro, como macrossérie), somando mais de 5 horas e meia de dramaturgia. Esse grupo recorre ao sucesso do canal “Viva” com a reprise de novelas e minisséries. Mas há também quem defenda que há um exagero na dramaturgia e que as macrosséries ocuparão um espaço considerável que poderia ser destinado a shows, humor, realitys e jornalísticos. Entretanto, esse grupo tem contra si os números registrados nas últimas temporadas e tentativas. “Hipertensão” e “No Limite” foram dois realitys que não conseguiram abrir grande vantagem em relação aos concorrentes; “Profissão Repórter” não teve fôlego para enfrentar “A Fazenda” e especiais como “Aline” e “Clandestinos” foram alternativos demais para as novas necessidades do mercado. Se tudo seguir de acordo com o planejado, “O Astro” (adaptação da obra de Janete Clair) terá 185 capítulos no ar, o equivalente a um pouco mais de 3 meses no ar. Se a audiência atingir um bom patamar e o retorno comercial atender aos custos da produção, as macrosséries continuarão na grade da Globo, como nos velhos tempos.

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José Armando Vanucci

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