"Efeitos horríveis": O anúncio oficial de suspensão da Coca-Cola em país após anos e tristeza de clientes

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

15/10/2023 às 08:40 · Tempo de leitura: 6 minutos

Coca Cola suspendeu a venda em país após situação de conflito intenso (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco)

Coca-Cola sofreu uma suspensão em país, após situação de conflito, e essa é a verdade por trás dessa atitude drástica

O ano era 2020, mais precisamente meados de março, quando a Coca-Cola, uma das marcas de bebidas mais amadas no mundo, assim como a sua rival Pepsi-Co e a rede Starbucks anunciaram a suspensão das suas atividades em país, após anos, para a tristeza de milhares.

O fato ocorreu na época, e coincidiu na mesma  época que a rede norte americana de fast food, a icônica Mc Donald’s* comunicou o encerramento de 850 restaurantes naquele país, após uma situação de conflito que chocou o mundo; A invasão russa na Ucrânia.

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Mais sobre o assunto:

De acordo com o portal Expresso 50, em  uma mensagem emitida na época, o presidente executivo da Starbucks, Kevin Johnson, referiu que o grupo kuwaitiano que tem licença para operar as cafeterias na Rússia “acordou em suspender imediatamente as operações nas lojas”.

O grupo afirmou que daria apoio: “Aos quase 2.000 funcionários que dependem da Starbucks para viver”.

Por sua vez, em uma pequena nota divulgada em seu site oficial na Internet, a Coca-Cola afirmou que continuaria a monitorizar e a avaliar a situação à medida que as circunstâncias evoluíssem:

Os nossos corações estão com as pessoas que estão a sofrer os efeitos horríveis desses trágicos eventos na Ucrânia”

Coca Cola anunciou a suspensão dos seus serviços na Rússia após ataques do país à Ucrânia (Foto Reprodução/Internet)

Não foi a única

Como mencionamos, a principal concorrente da Coca-Cola, a PepsiCo, também adiantou que iria suspender a venda de Pepsi, 7Up e outros refrigerantes na Rússia, onde iria parar o investimento e publicidade, em retaliação à invasão da Ucrânia.

Mas a PepsiCo, ao contrário de outras empresas, não interrompeu todas as suas atividades em território russo e continuou a fornecer leite, laticínios e alimentação para bebés, produtos que considera essenciais para muitos russos.

A decisão foi anunciada pelo presidente executivo, Ramon Laguarta, em uma mensagem aos funcionários divulgada pela própria empresa:

“Estamos a operar na Rússia há mais de 60 anos e temos presença em muito lares russos. A Pepsi-Cola entrou no mercado no auge da Guerra Fria e ajudou a criar um terreno comum entre os Estados Unidos e a União Soviética”,

Ramon Laguarta ainda disse que a situação não podia continuar inalterada “diante dos eventos horríveis” na Ucrânia.

O presidente executivo da PepsiCo destacou que a empresa deveria se manter fiel ao aspeto humanitário dos seus negócios e continuar a oferecer outros produtos essenciais na Rússia.

Presidente executivo da Pepsi Co, Ramon Laguarta (Foto Reprodução/Internet)

A empresa realçou ainda que também suspendeu as operações na Ucrânia para permitir que os seus trabalhadores encontrem lugares para si e para as suas famílias e que está a facultar ajuda para os refugiados que fugiram para países seguros.

Boicote à Rússia

A Rússia havia lançado, na madrugada do dia 24 de fevereiro de 2020, uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 406 mortos e mais de 800 feridos entre a população civil.

Essa ação que chocou o mundo, inclusive os brasileiros na época, provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A Rússia havia lançado, na madrugada do dia 24 de fevereiro de 2020, uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 406 mortos (Foto Reprodução/CNN)

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Mas e agora? Como está a situação da Coca-Cola na Rússia?

De acordo com o que foi divulgado no portal Confina média, em fevereiro de 2023, quase um ano após o ocorrido, apesar da Coca Cola ter parado produzir e de vender seus produtos na Rússia,  outros continuaram a importar a bebida.

Com rótulos nas garrafas e nas latas, vizinhos do país na Europa, no Cazaquistão, Uzbequistão ou até China, estavam continuando a fornecer a Rússia os produtos da Coca-Cola.

De acordo com o portal internacional, Reuters,  os preços variam consoante a origem. Em um supermercado em Moscovo, três latas estavam à venda por três valores diferentes, importadas da Dinamarca, Polónia e Reino Unido.

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