Em tempos de crise, atrações da Globo começam o ano sem patrocinadores
Arthur (Fábio Assunção) e Eliza (Marina Ruy Barbosa) (Foto: Globo/Paulo Belote)
Arthur (Fábio Assunção) e Eliza (Marina Ruy Barbosa) em cena de “Totalmente Demais”
(Foto: Globo/Paulo Belote)
Após enfrentar queda de 8.5% no ano passado – um dos piores do século – , onde deixaram de ganhar R$ 1,062 bilhão, as emissoras de TV aberta não veem 2016 como um ano animador. A Globo já iniciou com baixas nos patrocinadores de algumas atrações.
Dois importantes produtos do horário nobre da emissora carioca começaram o ano sem patrocinadores: “Jornal da Globo” e a novela das sete. Desde o dia 1º de janeiro, o “JG” não é mais patrocinado pela Jeep e, “Totalmente Demais” perdeu o patrocínio da Crefisa. Os contratos costumam ser anuais, então, passam a não valer a partir da virada do ano.
A empresa de empréstimos para negativados, que deixou a trama das 19h, migrou para o “Jornal Nacional”, o qual agora não conta mais com o patrocínio da Sadia. Em 2014, quando o Bradesco patrocinava o “JN”, o valor especulado era de R$ 100 milhões anuais para um “oferecimento” de apenas cinco segundos.
Globo mais forte
Se os patrocínios estão caindo na Globo – que em 2015 teve queda menor que a TV aberta – , as concorrentes que se cuidem, pois em momentos de crise, a tendência é que os anunciantes restrinjam investimentos em veículos como a emissora carioca, que é mais eficiente porque tem mais audiência e tradicionalidade. O final de 2015 é um bom exemplo. Principais produtos do horário nobre da Globo, como o “JN” e a novela das nove, chegaram no fim do ano com intervalos vendidos a preços a peso de ouro.