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Dilma Rousseff e Jô Soares. (Foto: Reprodução)

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Na tarde de ontem, sexta-feira (12), Dilma Rousseff foi entrevistada por Jô Soares. Durante o bate-papo, a presidente afirmou que o Brasil não está ‘‘estruturalmente doente’’, embora necessite de um ajuste fiscal para equilibrar as contas públicas. Ela ainda afirmou que já aprendeu a lidar com as críticas, porém, reclamou: ‘‘Tem horas que exageram um pouco. Pegam pesado’’.

Na biblioteca do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília, ocorreu à gravação, que durou mais de uma hora. A presidente classificou como momentâneos os “problemas e dificuldades” do país, e apontou o ajuste fiscal como necessário para uma rápida retomada do crescimento econômico. Em maio, foi anunciado que todos os ministérios sofrerão com um corte de quase R$ 70 bilhões.

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‘‘Mesmo fazendo o ajuste, como o Brasil não passa por uma situação em que ele é estruturalmente doente – pelo contrário –, ele está momentaneamente com problemas e dificuldades. Por isso, é importante fazer logo o ajuste para a gente sair mais rápido da situação. Acontece que nós temos de simultaneamente ao ajuste fazer investimentos em infraestrutura e manter programas sociais para não voltar para trás’’, disse a presidente sobre o tema.

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Dilma afirmou que se sente “bastante agoniada” com a inflação, uma das coisas que, segundo afirmou, mais a preocupa. A presidente afirmou que o governo fará o ‘‘o possível e o impossível’’ para não deixar o índice de inflação ultrapassar a meta: “Fico preocupada porque acho que vamos ter de fazer um imenso esforço. Nós iremos fazer o possível e o impossível para o Brasil voltar a ter inflação bem estável, dentro da meta. Este processo que estamos vivendo tem um tempo, ele não vai durar”.

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