Em evento, diretor revela que Record não é uma emissora evangélica

10/06/2016 às 14:18 · Tempo de leitura: 3 minutos

Logo da Rede Record (Foto: Divulgação)

Logo da Rede Record (Foto: Divulgação)

Ex-diretor de teledramaturgia da Record, Hiran Silveira, hoje é diretor de eventos especiais e coproduções da emissora, e ao participar da 1ª edição do Minas Gerais Audiovisual Expo, que não há restrições até mesmo para conteúdos com temática religiosa.

“A Record tem um dono evangélico, mas não é evangélica. Estamos abertos para encontrar parceiros, Temos conteúdos policiais, de ação, denúncias e faremos uma série sobre lendas urbanas que pode quebrar esse paradigma da Record”, disse ele, referindo-se ao bispo Edir Macedo.

A emissora hoje trabalha no esquema de coprodução, caso das novelas  “Escrava Mãe”, “Os Dez Mandamentos: Nova Temporada” e “A Terra Prometida”, além de realities como “A Fazenda” e “Power Couple Brasil”, e falou como está sendo a experiência nesse novo modelo.

Hiran Silveira (Foto: Reprodução)

“Não é fácil produzir nesse modelo, acordar interesses. Mas estamos abertos. A parceria com a Casablanca e a Floresta é estratégica, nós não teríamos condição de produzir em função de custos internos se não as tívessemos”, confessa ele, que falou ainda sobre a série “Conselho Tutelar”.

“Ela surgiu em um evento como esse e está na terceira temporada, pois seu tema não se esgota. A série sobre os Mamonas Assassinas vai abrir caminho para outras baseadas na vida dos famosos. Há muitas celebridades brasileiras que renderiam para o público que assiste à TV a essa hora”, aposta.

Ele falou também sobre os documentários, que são comprados dos canais Discovery e History e inseridos nos telejornais como o “Domingo Espetacular”, e a programação infantil, que hoje é difícil emplacar, pois já nasce com “dificuldade comercial”.

Hiran Silveira (Foto: Reprodução)

“A grade da TV é fruto do interesse do público e investidores. É dificil vender programação infantil. Os programas infantis declinaram na TV aberta por conta do espaço na TV paga. Não podemos fazer algo por prestígio, ter audiência baixa é inviável hoje em dia. A gente brinca que prestigio não paga as contas, infelizmente”, relata.

Com informações da coluna Na TV, por Jonathan Pereira, do iG.

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