Em quatro anos, Globo amplia programação ao vivo em 40% e já destina metade da grade diária

19/07/2016 às 18:12 · Tempo de leitura: 3 minutos

Fátima Bernardes comanda o "Encontro" (Foto: Globo/Alex Carvalho)

Fátima Bernardes apresenta o “Encontro”
(Foto: Globo/Alex Carvalho)

Conhecida pelo seu ótimo planejamento, a Globo foi a emissora que mais investiu em jornalismo e programação ao vivo nos últimos quatro anos e já destina quase metade de sua grade diária, seguindo uma tendência de sobrevivência da TV aberta.

Em junho de 2012, visando reduzir os enlatados em sua programação, a emissora lançou o “Encontro com Fátima Bernardes”, tirando a “TV Globinho” do ar. Tempos depois, mudou a grade matinal e decidiu ampliar o espaço do jornalismo, prolongando o “Bom Dia Brasil” até às 8h45. Finalmente, em dezembro de 2014, estreou seu mais novo telejornal, o “Hora Um da Notícia”, às 5h.

Com a entrada do “Hora Um”, a Globo passou a ter nove horas consecutivas de programação ao vivo, indo até às 14h. Dessas 9h, 5h45 são dedicadas para telejornais e o “Globo Esporte”, formado pelo jornalismo esportivo. Em 2015, o canal carioca ampliou essa duração para 10h, com o início das exibições ao vivo do “Vídeo Show”. Além disso, à noite, esticou o “Jornal Nacional”, que atualmente conta com cerca de 45 minutos diariamente – com exceção das quartas-feiras -, e chegou a ter edições de 1h (ou mais), no ano passado e neste.

Monalisa Perrone no comando do “Hora Um”
(Foto: Globo/Zé Paulo Cardeal)

No ano passado, a Globo também avançou para os finais de semana e lançou o “É De Casa”, colocando assim, um ponto final na exibição de desenhos em suas manhãs. Já no último mês de maio, a emissora prolongou seu jornalismo mais um pouco, levando o “Jornal Hoje” até às 14h10.

Somando todos os programas ao vivo da Globo de segunda a sexta-feira, chega-se ao resultado de incríveis 11h50 – praticamente metade da grade diária da emissora. Um crescimento de cerca de 40% em relação a 2012, quando esse total era de aproximadamente 8h05.

Na contra-mão da Globo (e do futuro da TV aberta), Record e SBT diminuíram sua presença ao vivo. A rede de Edir Macedo extinguiu o “Programa da Tarde” e voltou a reprisar novelas, e o canal de Silvio Santos trocou duas horas de jornalismo por desenhos em suas manhãs – além de gravar o telejornal de madrugada.

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