Emicida fala sobre vida sofrida e amor pela leitura: "Me salvou"

24/12/2017 às 10:44 · Tempo de leitura: 3 minutos

O rapper Emicida no palco do Altas Horas (Foto: Mariana Revoredo/Globo)

O rapper Emicida no palco do Altas Horas (Foto: Mariana Revoredo/Globo)

Conhecido por ser um dos maiores nomes do rap no Brasil, Emicida foi um dos destaques do Altas Horas deste sábado (23), junto com a também rapper Karol Conca. Questionado por Serginho Groisman sobre a influência da leitura em sua vida, ele atribuiu a sua mãe a maior parcela.

A referência maior é minha mãe. A minha mãe não tinha terminado os estudos e quando meu pai faleceu a gente tinha 6 anos. Ela trabalhava em três casas de família, sabe? Mas eu sempre via a minha mãe com um livrinho de canto. Se ela tinha 15 minutos ela abria o livrinho dela e ficava ali“, contou.

A influência musical também contou bastante: “Eu cresci ouvindo um bocado de gente no rap mesmo que compartilhou muita referência de leitura. Eu conheci muitos escritores através de rimas de outros MC’s, sabe? O Brasil não percebeu que o rap tá atacando por essas frentes também”.

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O rapper ainda revelou como o livro salvou sua vida em uma época de entretenimento precário: “Eu tava numa vida muito sofrida, não tinha muitas opções saudáveis no meu bairro de entretenimento e o livro acabou sendo o que salvou minha vida”, finalizou.

KAROL FALOU SOBRE REBELDIA NA INFÂNCIA

Um dos maiores nomes femininos do rap no Brasil, a cantora Karol Conka foi a convidada especial do programa Altas Horas deste sábado (24). Na atração, ela falou sobre a carreira musical e também sobre a vida pessoal, inclusive sobre a sua juventude.

Em revelação inédita, a cantora afirmou que a solidão promovida pelo ambiente escolar a fazia ser uma jovem bastante “inquieta”. “Eu era um pouco rebelde, me sentia sozinha na escola“, revelou.

Karol também contou que a presença modesta de negros na sua escola contribuiu um pouco para seu comportamento.

“A maioria estava fora da escola, muitas vezes por não suportar a pressão de ser negro na escola, como aconteceu com meu pai, minha tia, minhas amigas… Por isso, eu tocava o terror mesmo, era expulsa e etc. Mas hoje sempre falo para o meu filho que isso não é legal”, disse.

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