Tanto a Globo quanto a TV Rio tiveram um noticiário chamado “Jornal Nacional” nos anos 1960, já que eram patrocinados pelo Banco Nacional

O “Jornal Nacional” é o principal produto da TV Globo e representa a fonte de maior faturamento da casa, já que para anunciar em um intervalo do noticiário não custa menos que R$ 900 mil. Apesar de ser soberano, o telejornal não foi o único que levou esse nome na história da televisão brasileira.

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De acordo com o canal TV Formosa, a TV Rio (que hoje em dia é a Record TV Rio) tinha grande influência no telejornalismo nos anos 1960. Naquela época, os noticiários eram patrocinados por empresas diversas, como a Esso, empresa americana de óleo, que financiava o jornal “Repórter Esso”.

Nesta época, o Banco Nacional queria investir em telejornais, por isso financiou o “Jornal Nacional” na TV Rio. O problema é que houve um embate entre dois noticiários com o mesmo o nome, já que a Globo também tinha um programa informativo com esse nome.

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QUESTÃO COMERCIAL

O da TV Rio ainda começava 20h, muito próximo do horário do jornal da Globo, que já crescia aos poucos pelo Brasil. Muitos pensam que o nome do jornal é assim pelo fato de cobrir todo o território brasileiro, mas é apenas uma formalidade comercial com o Banco Nacional mesmo.

CONCORRENTES

Naquele tempo, o jornal da TV Rio era o que mais poderia ser considerado “nacional”, já que era exibido no eixo Rio-São Paulo, diferentemente da Globo. Tempos depois, apenas a platinada manteve o jornal com esse nome, que se tornou o mais assistido do país e mais rentável até hoje.

Na Globo, os apresentadores eram Cid Moreira e Hilton Gomes. Na TV Rio, os responsáveis por ler as notícias eram Léo Batista e Heron Domingues, que também trabalharam na TV Globo anos depois.

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Léo Batista no "Jornal Nacional" (Foto: Reprodução/TV Globo)

Léo Batista no “Jornal Nacional” (Foto: Reprodução/TV Globo)

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