Emissoras exageram na propaganda e merchandisings de remédio
Rodrigo Faro (Foto: Reprodução)
Várias das emissoras de televisão no Brasil estão exagerando na hora de fazer propaganda de remédio. O merchandising, que passou a representar a vida de boa parcela dos comunicadores, acaba sendo feito sem levar em consideração o contexto do anúncio com o do programa.
Fora a Globo, a maioria não se preocupa em inserir as ações dentro de algum contexto, apenas recebem o cheque e anunciam os produtos, sejam eles quais forem. A maneira com a qual os merchandisings são feitos também passa por um sério problema por trás das câmeras.
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De acordo com o jornalista Flávio Ricco, ele entra em um pacote e acaba levando o mesmo desconto de um comercial de 30 segundos, em algum caso. Isso não pode acontecer, já que há um envolvimento maior de profissionais e a credibilidade do apresentador que anuncia.
E o terceiro problema dessas ações atualmente são os excessos de propaganda de remédios. Desde drogas para abrir o apetite, para emagrecer e até para tirar a barriga, o que acaba podendo ser prejudicial ao telespectador, que é obrigado a se deparar com essa overdose de remédios.
Muitos desses produtos são apresentados como alimentos funcionais, fitoterápicos, que auxiliam em suas promessas milagrosas. Os merchandisings são ainda uma maneira de evitar a tela azul normativa. Ao invés de uma poderosa ferramenta comercial, no Brasil é feito de qualquer jeito.
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