Depois de vender o Banco Panamericano, a Braspag e a rede Lojas do Baú Crediário, o Grupo Silvo Santos avalia duas propostas para se desfazer da Jequiti, empresa de venda direta de cosméticos e considerada a “joia da coroa” do conglomerado. Entre os candidatos a bater o martelo estariam um fundo de investimentos e O Boticário.

Continua depois da publicidade

Segundo fontes que acompanham de perto as negociações, O Boticário estaria interessado em comprar 100% da empresa, o que envolve a marca Jequiti, a formulação dos produtos e uma rede de 160 mil revendedoras, já que a produção da marca é terceirizada. A empresa é avaliada em cerca de R$ 1 bilhão.

A compra da Jequiti faria sentido para O Boticário, que em fevereiro estreou no mercado de venda direta de cosméticos populares com a marca Eudora. A empresa, no entanto, informa, por meio de sua assessoria, que as informações sobre uma provável negociação “não procedem”.

Continua depois da publicidade

O outro candidato a arrematar a companhia seria um fundo de investimento. Nesse caso, a proposta seria para comprar uma parcela da empresa, entre 30% e 40%, e ter o Grupo Silvio Santos como sócio. O plano dos investidores seria construir um fábrica para produzir a marca, valorizar o negócio e, posteriormente, abrir o capital da empresa no mercado.

Continua depois da publicidade

Guilherme Stoliar, presidente do Grupo Silvio Santos, informa por meio de sua assessoria de imprensa, que “não existe proposta formal para compra e que o Grupo não tem interesse de vender a Jequiti”.

Revisão. Mas interlocutores que acompanham de perto a empresa observam que as duas propostas estariam na mesa da direção do Grupo que, nos últimos tempos, reviu suas posições e agora estaria disposto a se desfazer parcialmente ou totalmente da companhia. Com os recursos obtidos da transação, o Grupo Silvio Santos conseguiria quitar dívidas e capitalizar as outras empresas, como o SBT, a Telesena e a construtora Sisan.

Continua depois da publicidade

Quando foi descoberta a fraude bilionária no fim do ano passado no Banco Panamericano, as gigantes do setor de venda diretas de cosméticos tentaram arrematar a empresa, considerando que a necessidade do Grupo de fazer caixa para cobrir o rombo facilitaria as negociações. “Elas queriam comprar a Jequiti como galinha morta”, diz uma fonte.

Na época, Lásaro do Carmo Jr, diretor-superintendente da companhia, disse ao Estado que “todo mundo está de olho na Jequiti: fundos de investimento e empresas concorrentes. No momento a empresa não está à venda. Temos solidez e queremos alçar voos maiores”.

Fundada em 2006, a empresa tem como foco a venda direta de cosméticos populares e faturou em 2010 cerca de R$ 400 milhões. O diferencial da companhia é o canal de comunicação. Semanalmente, existe um programa no SBT, batizado de Roda Roda Jequiti, no qual clientes e revendedoras ganham prêmios. O outro diferencial é o empresário Silvio Santos que sabe, como poucos, o que quer a classe C.

Continua depois da publicidade

Com Informações do site Cronologia