Encarnação de “Velho Chico”, Selma Egrei fala sobre os bastidores após morte de Montagner

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

21/09/2016 às 15:30 · Tempo de leitura: 3 minutos

Selma Egrei em entrevista ao "Programa do Jô" (Foto: Reprodução/Globo)

Selma Egrei em entrevista ao “Programa do Jô”
(Foto: Reprodução/Globo)

“Eu sou a vida incessante que corre nas águas do rio”. Com esse verso, Jô Soares acrescentou às palavras de Mary Elizabeth Frye, no poema “Não chore à beira do meu túmulo”, a sua homenagem a Domingos Montagner. Em pé, à frente de sua bancada em que já recebeu inúmeros artistas, o apresentador dedicou não só essa poesia, como também o ‘Programa do Jô’ desta terça-feira, 20, ao ator, que faleceu na última quinta-feira, durante gravação da novela “Velho Chico”.

Pela primeira vez na atração, a atriz Selma Egrei, colega de elenco de “Velho Chico”, comentou como está o clima após a fatalidade. “Eu imagino a loucura que isso deve ter sido em todo o elenco, não?”, comentou Jô Soares. “É, e vai ser por muito tempo. É muito difícil aceitar, entender. Todos nós do elenco, tem momentos que a gente para e… é muito difícil. Foi muito repentino e absurdo”, lamenta.

O apresentador também destaca que estava à procura de uma brecha na agenda de Domingos para convidá-lo a participar do talk show. “Esse trabalho me chamou muito a atenção. Quando vi uma cena dele na novela, ele me lembrou muito o Juca de Oliveira mais novo”, conta Jô.

Além de abordar a morte repentina de Domingos, a conversa com Selma também passou por sua personagem em ‘Velho Chico’, Dona Encarnação, que completou 100 anos na trama. Selma revelou curiosidades da caracterização, como o truque da aplicação de látex na pele, para delimitar e criar novas rugas. A atriz também relembrou a carreira, que inclui diversos trabalhos no cinema e, principalmente, no teatro. Entre os grandes amigos e inspirações, o diretor Antônio Abujamra é responsável pelo retorno de Selma às artes cênicas após 10 anos afastada para estudar terapia ocupacional: “Abu foi meu mestre no teatro. Tive o privilégio de conviver com ele e disse que só voltaria a atuar quando ele voltasse a dirigir no teatro”. Assim, um dia, Selma contou que recebeu uma ligação do amigo e o convite de retornar aos palcos. “Não sou de projetos, aguardo o que a vida vai trazer”, compartilha.

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