O Nubank surpreende o mercado ao comunicar aos funcionários o encerramento de um ciclo que redefiniu o setor financeiro
Pegando todos de surpresa, o Nubank decidiu encerrar o modelo de trabalho remoto e adotar o sistema híbrido a partir de julho de 2026. A empresa, uma das maiores fintechs da América Latina, anunciou que os funcionários precisarão comparecer aos escritórios pelo menos dois dias por semana.
Além disso, em janeiro de 2027, o número sobe para três. A decisão marca o fim de um período em que a flexibilidade era regra. Por anos, os colaboradores podiam escolher trabalhar quase sempre de casa, com presença mínima nas unidades físicas.

Contudo, a mudança não aconteceu por acaso. Segundo o CEO David Vélez, o trabalho remoto trouxe benefícios, mas também fragilizou a cultura interna e reduziu a colaboração entre equipes. Ele afirmou que o formato remoto “otimizava a conveniência individual, mas comprometia a produtividade coletiva”.
A empresa acredita que a convivência presencial ajuda a acelerar decisões e a fortalecer a inovação. O plano é transformar os escritórios em centros ativos de troca e criação. Porém, a fintech quer que as pessoas voltem a sentir o impacto da convivência e o ritmo das discussões presenciais.
Assim, a nova política vai abranger cerca de 70% da equipe. As demais funções, como suporte e ouvidoria, terão maior flexibilidade. O Nubank já começou a reestruturar seus espaços físicos. Escritórios em São Paulo, Cidade do México, Bogotá, Buenos Aires, Campinas e Miami devem receber melhorias.
A companhia quer garantir ambientes modernos e confortáveis para atrair o time de volta. Essa transição terá acompanhamento de perto. A empresa planeja um período de adaptação de oito meses para preparar todos.
Como era o modelo de trabalho da Nubank?
O modelo anterior exigia que cada funcionário comparecesse presencialmente apenas uma semana a cada três meses. Era um formato muito elogiado por quem valorizava a autonomia. Agora, a rotina vai mudar.
Contudo, o Nubank avisou que fornecerá suporte a quem precisar se realocar. Algumas pessoas vivem longe dos escritórios e terão que reorganizar a vida. A empresa tenta equilibrar a cobrança com empatia.
A decisão provocou reações diversas. Muitos funcionários apoiaram a volta do convívio. Outros se mostraram apreensivos. Alguns temem o retorno do trânsito e da rotina rígida. A diretoria entende que haverá resistência, mas aposta que o tempo mostrará os ganhos. O Nubank quer provar que pode unir liberdade e presença.
Além disso, no mercado, a mudança acendeu o debate. Outras fintechs observam com atenção. Se a transição der certo, pode inspirar concorrentes a fazer o mesmo. A empresa pretende se tornar referência em cultura híbrida. A ideia é combinar a autonomia do remoto com a energia do presencial.
Por fim, o trabalho híbrido ainda divide opiniões. Há quem o veja como equilíbrio. Outros o consideram um retrocesso. Mas o Nubank acredita que o futuro das grandes companhias dependerá do encontro entre flexibilidade e colaboração. A fintech quer liderar esse movimento.
