Encerramento e 135 pessoas na rua: fábrica popular de calçados fecha no RS

Encerramento e 135 pessoas na rua: fábrica popular de calçados fecha no RS (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/Paola)
Fechamento de fábrica popular de calçados provoca demissões em massa e acende alerta no setor calçadista no RS
Inicialmente, a Azzas 2154, empresa formada pela fusão da Arezzo com o Grupo Soma, decidiu encerrar as atividades de sua fábrica em Parobé, no Rio Grande do Sul. A medida surpreendeu funcionários e impactou diretamente a economia local, já fragilizada pela retração do setor.
Em seguida, a companhia confirmou que 135 trabalhadores perderam seus empregos com o fechamento da unidade, que produzia calçados femininos da marca Arezzo e funcionava no bairro Paraíso, região conhecida pela tradição na indústria de sapatos.
Empresa confirma fechamento e detalha decisão
De acordo com a Azzas, o encerramento da planta integra uma revisão estratégica das operações, com foco em eficiência e redução de custos. Mesmo com o fechamento da unidade, a empresa afirmou que seguirá produzindo por meio de outras fábricas e parcerias com fornecedores externos.
Impacto imediato na economia de Parobé
Enquanto isso, o reflexo na cidade foi imediato. Comerciantes e moradores demonstraram preocupação com a perda dos postos de trabalho. O Sindicato dos Sapateiros de Parobé informou que salários e depósitos do FGTS estão em dia.
Além disso, a empresa se comprometeu a pagar o aviso prévio indenizado até 9 de outubro, embora o sindicato tenha criticado a ausência de diálogo antes do anúncio oficial.
Reação dos trabalhadores e posicionamento do sindicato
Funcionários relataram choque e insegurança após a comunicação do fechamento. Muitos atuavam há mais de dez anos na unidade e não esperavam o encerramento repentino das atividades.
Segundo o sindicato, a forma como a decisão foi apresentada agravou o impacto emocional e social sobre as famílias afetadas.
Reflexos no mercado e cenário do setor calçadista
No mercado financeiro, as ações da Azzas (AZZA3) registraram leve queda após o anúncio. Investidores interpretaram o movimento como uma estratégia de contenção de custos diante de um cenário econômico mais desafiador.
Especialistas apontam que o fechamento da fábrica em Parobé reflete um momento delicado do setor calçadista no Rio Grande do Sul, pressionado por custos elevados, concorrência internacional e retração do consumo interno.
Existe a possibilidade de recontratação?
Por fim, apesar da demissão em massa, há expectativa entre os trabalhadores. Duas empresas da região demonstraram interesse em contratar parte dos ex-funcionários, embora o sentimento predominante ainda seja de incerteza.
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