(Foto: Divulgação)

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Durante a gravação de uma matéria nesta quinta-feira, 17 de dezembro, em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, uma equipe do programa “CQC” foi agredida por supostos capangas da prefeitura local. A novidade é que o prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda (PT), assistiu a tudo sem fazer nada.

“Nunca imaginei que pudessem tentar impedir a gente de gravar na frente de um prefeito. Essa é a última reportagem que faço para o programa. Estou impressionado: Como isso pode acontecer na frente de uma autoridade pública e ela não fazer nada, não falar nada?”, questiona o repórter Erick Krominski, segundo o jornalista Daniel Castro.

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“Comecei a entrevista e um funcionário começou a tentar desconectar a câmera. Eu perguntei quem ele era e ele falou ‘Foda-se’. O capanga pegou meu microfone e deu socos nele. O chefe de comunicação da prefeitura começou a desrosquear o microfone. Enquanto isso, [o cinegrafista] Melão e um segurança ficaram brigando pela câmera, cada um puxando de um lado. Na confusão, conseguiram tirar a bateria da câmera e sumiram com ela. A gente já estava sem câmera e o prefeito ficou sentado, olhando tudo, sem fazer nada”, relata Krominski, indignado.

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Alegando um “descanso” na imagem do “CQC”, a Band anunciou que o programa não irá ao ar em 2016, retornando apenas em 2017, promessa que não convence alguns funcionários.

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De acordo com o colunista Flávio Ricco, o cancelamento do humorístico ainda não foi bem “digerido” por alguns membros da equipe. A maneira como o anúncio foi feito, sem aviso prévio e pegando todos de surpresa, acabou gerando um certo mal-estar nos bastidores.

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