Era uma vez é coisa para criancinhas de colo, SBT

03/06/2011 às 20:57 · Tempo de leitura: 2 minutos

 

Uma flor sendo colocada em arma militar, jornalistas e escritores desaparecendo, o povo correndo em direção ao exército como se fosse enfrentar o grande inimigo, personagens amigos quando militantes e com expressão maléfica quando militares. Gente sendo torturada pelo exército mas nenhuma cena mostrando os militantes roubando bancos, afrontando a ordem jurídica, jogando bombas, fazendo como Lamarca fez, dominando o soldado e esmagando-lhe o crânio com a coronha do fuzil.

O que quer o SBT fazendo tudo isso justamente quando o grupo político governante é formado pelos revoltosos das décadas de 60 e 70 e justamente quando está em grave crise financeira? O SBT não tem um ano, já está no mercado há décadas e só agora, quando em crise, abre suas portas para divulgar somente o lado esquerdista da época do militarismo!

Dizem eles não ter sido possível mostrar o depoimento militar pois estes preferiram não falar. Ora, os militares não estavam agindo corretamente quando torturavam, quanto calavam a boca das tvs, rádios e jornais, quando despediam professores da esquerda. Não, eles não estavam corretos, mas eles também não aumentaram a riqueza de coronéis em 20 milhões como fez Palocci  em apenas 2 anos.

Vemos no SBT a imagem de uma rede amiga, de um grupo interessado em nos passar alegria, com experiência em nos fazer rir. É lá onde trabalha o melhor comunicador vivo do Brasil, mas não é por isso que vamos fechar os olhos para as idéias contidas em “Amor e Revolução”. Se um lado teve culpa, foi soberbo, o outro também o foi. Não esqueçamos disso quando ligarmos na rede mais feliz do Brasil.

 

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