Proposta que pode acabar com a escala 6×1 avança na Câmara dos Deputados. Veja o que pode mudar para os trabalhadores

A escala de trabalho 6×1, em que a pessoa trabalha seis dias e descansa apenas um, é uma realidade comum para milhões de brasileiros, principalmente em áreas como comércio, serviços e indústria. Contudo, nos últimos anos esse modelo de jornada vem sendo contestado pelos trabalhadores.

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Acontece que muitos trabalhadores consideram o descanso de apenas um dia insuficiente e o ritmo cansativo. Agora, uma nova proposta em discussão na Câmara dos Deputados pode trazer mudanças que impactam diretamente essa carga horária, podendo garantir mais descanso aos CLTs.

Recentemente, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, informou que a proposta que prevê o fim da escala 6×1 foi enviada para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Esse é um passo importante, mas ainda há um longo caminho até que qualquer mudança realmente passe a valer.

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O que propõe o fim da escala 6×1?

De acordo com as informações divulgadas pelo portal Agência Brasil, a proposta é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 8/25) que visa reduzir a escala de trabalho. O texto é de autoria da deputada Erika Hilton e prevê mudanças significativas na jornada de trabalho no Brasil.

O principal ponto é o fim da escala 6×1. Além disso, o projeto limita a carga horária a no máximo 36 horas semanais. Vale destacar que hoje, a Constituição permite até 44 horas por semana, geralmente divididas em oito horas por dia.

Se a proposta for aprovada, o novo limite passaria a ser menor, o que poderia garantir mais tempo de descanso e melhor qualidade de vida para os trabalhadores. O texto também prevê que a nova regra entraria em vigor cerca de 360 dias após a publicação oficial.

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Compensação de horários continuará permitida

Mesmo com a redução da jornada, a proposta permite que empresas e trabalhadores façam acordos para compensar horários. Isso significa que o horário pode acabar sendo ajustado conforme a necessidade, desde que exista acordo coletivo ou convenção entre as partes.

Essa flexibilidade é importante porque permite adaptar a rotina de diferentes setores sem prejudicar o funcionamento das empresas nem os direitos dos trabalhadores.

Existe outra proposta semelhante em análise

Além da PEC apresentada, existe outro texto com o mesmo objetivo, criado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Esse projeto também prevê a redução da jornada para 36 horas semanais e permite acordos coletivos.

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A principal diferença é o prazo. Nesse caso, a mudança só passaria a valer dez anos após a aprovação, dando mais tempo para adaptação das empresas e do mercado de trabalho. As duas propostas acabaram sendo unificadas para serem analisadas juntas, o que ajuda a acelerar a discussão e evita duplicidade de projetos com o mesmo tema.

Quando a escala 6×1 vai acabar?

Em resumo, a proposta ainda está em fase inicial de análise. Primeiro, ela precisa receber a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça, que vai avaliar se o texto é constitucional.

Se passar dessa etapa, o projeto seguirá para uma comissão especial. Depois, ainda precisará ser votado no plenário da Câmara e também no Senado. Só após todas essas etapas, e se houver aprovação, é que a mudança poderá entrar em vigor.

Ou seja, por enquanto, nada muda e a escala 6×1 continua sendo permitida normalmente.

Quais os principais direitos dos CLTs?

Em suma, os CLTs possuem diversos direitos garantidos pela CLT. Entre os principais estão:

  • Registro em carteira com função e salário.
  • Jornada de 8 horas diárias e 44 semanais, com pagamento de horas extras.
  • Intervalo para refeição e descanso.
  • Descanso semanal remunerado, geralmente aos domingos.
  • Férias de 30 dias com acréscimo de 1/3 do salário.
  • 13º salário pago em duas parcelas.
  • Depósito de FGTS de 8% do salário.
  • Seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa.
  • Licenças maternidade, paternidade e médica.
  • Adicional noturno de 20% sobre a hora diurna.
  • Aviso prévio e verbas rescisórias em caso de demissão.

Por fim, CLIQUE AQUI e veja tudo sobre os CLTs.