Jornalista Megyn Kelly será interpretada por Charlize Theron no cinema. (Foto: Montagem/Divulgação)

Jornalista Megyn Kelly será interpretada por Charlize Theron no cinema. (Foto: Montagem/Divulgação)

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Em 2016, denúncias de assédio contra nomes poderosos do canal Fox News, líder de audiência, abalou a TV norte-americana. E toda essa história polêmica vai virar filme.

Segundo informações do site The Hollywood Reporter, Charlize Theron, que já ganhou um Oscar por sua atuação no filme Monster (2003), será a protagonista do longa. Ela viverá a jornalista Megyn Kelly, que reforçou as acusações de assédio contra o ex-presidente do canal notícias, Roger Ailes, que faleceu no ano passado. Ex-advogada, Kelly estreou no Fox News como repórter, cresceu e ganhou um programa solo, intitulado The Kelly File.

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O filme, ainda sem título definido, será dirigido por Jay Roach (Trumbo: Lista Negra), e terá roteiro de Charles Randolph, vencedor do Oscar por A Grande Aposta. A produção vai retratar o caso desde o início, com a primeira denúncia, feita pela jornalista Gretchen Carlson. O longa ainda contará com figuras como a apresentadora Greta Van Susteren, o presidente do grupo Fox, Rupert Murdoch, e o apresentador Bill O’Reilly, que também foi demitido após acusação de assédio.

ENTENDA O CASO

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Em julho de 2016, Gretchen Carlson abriu um processo contra Roger Ailes, nome forte do Fox News e responsável por colocar o canal de notícias no topo do ranking de audiência da TV americana, acusando-o de assédio. Logo após a denúncia de Gretechen, surgiram mais relatos de mulheres que também afirmaram terem sido assedias por Ailes desde 1960.

A Fox chegou a pedir a Megyn Kelly, até então principal estrela do canal, para sair em defesa do chefe. A jornalista negou o pedido, e pouco tempo depois também admitiu que havia sido assediada pelo executivo. No mesmo mês, Ailes decidiu pedir demissão do seu cargo de presidente, mas recebeu uma indenização de US$ 40 milhões (R$ 145 milhões).

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Megyn deixou o Fox News em janeiro deste ano e se transferiu para a rede NBC, na TV aberta, onde comanda um programa matutino e é uma das principais estrelas da emissora, com um salário anual de US$ 23 milhões (R$ 83 milhões), um dos maiores da TV americana.

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