O autor Silvio de Abreu quebrou o silêncio e revelou que a Globo já ordenou a ordem de LGBT’s em novela bombástica no passado

Um dos autores mais renomados da história da teledramaturgia brasileira, Silvio de Abreu tem um currículo de dar inveja a qualquer um, depois de ter escrito vários sucessos, como Guerra dos Sexos (1983), Rainha da Sucata (1990) e A Próxima Vítima (1995). Acontece que, recentemente, ele acabou sendo escorraçado pelo canal carioca.

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Silvio de Abreu, vale recordar, era o chefão da teledramaturgia do canal nos últimos anos, mas acabou perdendo guerra interna no canal e acabou sendo substituído. Agora, em longa entrevista concedida a Tony Goés no YouTube, o autor rasgou o verbo e revelou um passado obscuro do canal: o enfrentamento e veto a histórias LGBTs.

Autor da Globo quebra o silêncio

“Esse assunto, LGBT dentro da Globo nos anos 70, nos anos 80, não vou dizer que era proibido, mas toda vez que você apresentava um personagem ou uma trama ligada a isso sempre tinha restrições: ‘não pode fazer isso, não pode fazer aquilo’, tinha uma censura interna muito grande em relação a isso”, disse ele logo de início.

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Um dos episódios mais polêmicos envolvendo censura ao tema na TV brasileira, vale recordar, envolve Silvio de Abreu, que escreveu a novela A Próxima Vítima e teve que matar duas personagens em uma explosão. “Quando a novela estreou, começou uma campanha contra a novela, principalmente das duas lésbicas”, revelou.

O autor Silvio de Abreu quebrou o silêncio (Foto: Divulgação)

O autor Silvio de Abreu quebrou o silêncio (Foto: Divulgação)

“Porque diferentemente da ‘Próxima Vítima’, em que eu coloquei o personagem primeiro para o público gostar, dessa vez, desde a primeira cena você já sabia que eram um casal. Isso provocou uma grande revolta, não só pela homossexualidade, mas também por causa da violência que ela tinha”, contou Silvio de Abreu na conversa.

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Silvio de Abreu revela ordem do canal

Segundo o autor, a ordem para matar as personagens partiu da própria Globo. “Eu pedi demissão, foi uma brigaiada, aí o elenco pediu pra eu não sair, voltei atrás, continuei escrevendo e tive que dar um jeito na história. O que me foi proibido veementemente era continuar a história das lésbicas”, disparou ele durante a entrevista.

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