Especialistas reprovam jornalistas do SBT em gincana do "Domingo Legal"
Jornalistas do SBT levaram torta na cara (Foto: Facebook)
A participação das jornalistas do SBT na última edição do “Domingo Legal” não foi bem vista pelos especialistas em telejornalismo. Professores da área reprovaram o game, onde nomes como Rachel Sheherazade e Neila Medeiros levaram torta na cara no quadro “Passa ou Repassa”.
Outro que sofreu críticas negativas foi o comentarista policial Percival de Souza, que no mesmo horário, tirava o bigode ao vivo no “Domingo Show”, da Record. “Em busca de audiência, as emissoras vêm transformando a informação em espetáculo”, critica Laurindo Leal Filho, da ECA-USP.
“Não contentes, avançam agora em direção ao jornalista, transformando-o em pseudo-humorista”, aponta o professor. “Não tenho nada contra esse tipo de programa, desde que aqueles que o protagonizem deixem de trabalhar como jornalistas e assumam o papel de humoristas”, sugere.
Rachel Sheherazade, Neila Medeiros, Karyn Bravo e Joyce Ribeiro acabaram levando tortadas na cara da trupe de Danilo Gentili, do “The Noite”, passando a atração inteira com os rostos sujos. Já na Record, Percival foi obrigado a tirar o bigode que cultivou durante os últimos 40 anos.
Para outros especialistas em comunicação, os profissionais agiram errado ao trocar a seriedade do jornalismo por um espetáculo que apenas quer dar audiência. Professor de telejornalismo da Faculdade Cásper Líbero, Pedro Ortiz alerta para os riscos desse uso da atividade jornalística:
“Emprestar’ a credibilidade do jornalismo para o puro entretenimento, ainda mais com a superexposição dos jornalistas em sua intimidade, como se fossem estrelas ou subcelebridades de um show que usa uma espécie de vale-tudo pela audiência, não é o melhor caminho para o jornalismo”.
Segundo Wagner Belmonte, professor de jornalismo da Fapcom, a transformação de jornalistas em personagens de programas de entretenimento confunde o público e compromete a credibilidade do profissional. Ele destaca que isso acaba afetando a credibilidade do profissional.
“Jornalista briga por credibilidade. Divertir é papel de quem é da linha de show, de entretenimento. Jornalista não tem que ser notícia”, critica o acadêmico, de acordo com o que informa o colunista Paulo Pacheco.
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