(Foto: Divulgação)

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A Record estreia ainda em agosto desse ano o “Programa do Porchat”. A atração, que será exibida nos fins de noite da emissora, inaugura por lá um novo formato de programa: o talk-show que mistura entrevistas com toques de humor, já consolidado na Globo e no SBT.

E se depender de Porchat, o nome de seu antigo programa no Multishow, “Tudo Pela Audiência”, não terá nada a ver com o que ele pretende explorar no novo canal. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Porchat diz esperar “não precisar fazer” tudo pela audiência na TV aberta.

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“Não vou fazer. O que está determinado é fazer um programa a minha cara. Claro que, na TV aberta, você é guiado pela audiência, mas não pode ser a primeira questão. A primeira tem que ser: é um bom produto? Depois, sim, dá audiência?”, comenta.

Entrando no campo político, Porchat afirmou que receberia o presidente interino Michel Temer em seu programa, mesmo que não haja tal tradição em programas brasileiros como existe nos Estados Unidos, por exemplo.

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“Temer, por que não? Nosso presidente interino. O problema é que aqui no Brasil não tem a cultura de eles virem. Quando a Dilma foi entrevistada pelo Jô Soares, e olha que era o Jô Soares, ele foi até o Alvorada. Só de ela não ter vindo, não poder, esse que é o negocio”.

O humorista ainda afirmou não ser uma pessoa de esquerda e que nunca votou no PT na vida, avaliando o processo de impeachment de Dilma como algo político, mas que ocorreu dentro da lei.

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“Acho que a Dilma se cercou muito mal de pessoas péssimas que a apunhalaram, inclusive. Mas tudo dentro da lei, não acho que foi feito nada fora da lei. Foi tudo votadinho. Uma presidente, seis anos depois [no poder], não consegue ter 150 nego na Câmara para dizer não? Poxa vida, ser politico é isso também”.

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