Agora: Estado de greve no metrô de SP é confirmado hoje (7) e paralisação ganha novos detalhes

Sindicato dos Metroviários de São Paulo confirmou a greve da categoria e anunciou a possibilidade de uma paralisação no metrô no dia 13 de maio

07/05/2026 às 12:45 · Tempo de leitura: 6 minutos

Ilustração metrô em greve (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Sindicato anuncia possível greve no metrô de São Paulo no dia 13 de maio

O sistema de transporte da capital paulista pode enfrentar uma nova paralisação nos próximos dias. Nesta quarta-feira (07), o Sindicato dos Metroviários de São Paulo confirmou a greve da categoria e anunciou a possibilidade de uma paralisação no metrô na próxima terça-feira para a quarta-feira, dia 13 de maio.

A decisão final ainda depende de uma assembleia marcada para a noite do dia 12 de maio. Caso os trabalhadores aprovem a proposta, a greve poderá começar à meia-noite do dia 12.

A medida poderá afetar milhares de passageiros que utilizam o metrô diariamente em São Paulo no dia 13 de maio.

Nesta matéria, você saberá:

  • Motivos que levaram ao estado de greve no metrô
  • Principais reivindicações dos metroviários
  • O que pode acontecer

Sindicato confirma possibilidade de greve

De acordo com o Sindicato dos Metroviários, o movimento foi anunciado após impasses nas negociação com a direção do metrô e com o Governo do Estado de São Paulo.

A categoria afirma que tenta abrir conversas há semanas, mas alega que ainda não houve avanço nas pautas consideradas prioritárias pelos trabalhadores.

Com isso, o estado de greve foi oficialmente decretado, aumentando a tensão sobre uma possível paralisação do serviço na próxima semana.

Caso a greve seja aprovada em assembleia, linhas poderão operar com redução no atendimento.

Metrô (Foto: Canva)

Funcionários cobram novos concursos públicos

Entre as principais reivindicações da categoria está a realização de concursos públicos para contratação de novos funcionários.

Segundo o sindicato, o número de trabalhadores do transporte diminuiu consideravelmente nos últimos anos, enquanto a demanda de passageiros segue elevada.

Os trabalhadores também afirmam que a falta de reposição de funcionários tem provocado sobrecarga de trabalho, acúmulo de funções e desgaste físico e emocional entre os empregados.

A entidade também argumenta que a redução do quadro funcional pode impactar diretamente a qualidade do serviço prestado à população, especialmente em horários de pico.

Ilustração metrô (Foto: Canva)

Plano de saúde e salários também estão entre as reclamações

Outro ponto de insatisfação envolve mudanças relacionadas ao plano de saúde oferecido aos funcionários.

O sindicato afirma que os trabalhadores buscam melhores condições no benefício e cobram mais transparência nas decisões envolvendo o tema.

Além disso, os metroviários reivindicam igualdade salarial entre profissionais que desempenham as mesmas funções dentro da companhia.

Segundo a categoria, existem diferenças consideradas injustas entre trabalhadores e cargos semelhantes.

Participação nos Resultados

A Participação nos Resultados (PR) também aparece entre os temas centrais das discussões. Os trabalhadores pedem a abertura de negociações sobre os valores e critérios adotados para o pagamento do benefício.

De acordo com o sindicado, as conversas com a direção ainda não chegaram a um consenso, o que aumentou a insatisfação da categoria e fortaleceu a possibilidade de greve.

Paralisação pode afetar milhares de passageiros

Se a greve for confirmada na assembleia do dia 12, a cidade de São Paulo poderá enfrentar impactos significativos na mobilidade urbana.

O metrô é um dos meios de transporte mais utilizados da capital e transporta milhões de passageiros diariamente.

Até o momento, a operação do sistema segue normal, mas a expectativa é de que novas atualizações sejam divulgadas nos próximos dias.

Ilustração metrô (Foto: Canva)

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