Além do ES: Outro estado prepara fechamento de supermercados aos domingos
Supermercados fechados aos domingos em outro estado? Entenda a negociação decisiva que pode mudar o horário a partir de 1º de abril.
Veja onde os supermercados irão fechar aos domingos (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN)
Supermercados fechados aos domingos em outro estado? Entenda a negociação decisiva que pode mudar o horário do comércio a partir de 1º de abril e a proposta
A proximidade do dia 31 de março acelera as negociações entre as principais entidades do setor varejista de alimentos, o que inclui supermercados, no estado de Goiás, colocando milhares de postos de trabalho e hábitos de consumo sob uma nova perspectiva jurídica.
Isso porque o vencimento da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) funciona como o cronômetro para uma decisão que pode espelhar uma experiência recente do Sudeste.
Isso porque o descanso dominical retornou à pauta como uma solução estratégica para desafios operacionais.
Em outras palavras, além do estado do Espírito Santo, Goiás também prepara fechamento de supermercados aos domingos.
Isso sob condições que prometem alterar profundamente a jornada dos colaboradores.
Impactos no cenário goiano
As negociações entre o Secom-GO e o Sincovaga-GO não envolvem apenas uma mudança de calendário, mas uma reestruturação que alcança aproximadamente 17 mil estabelecimentos comerciais em todo o estado de Goiás.
De acordo com o portal Correio, essa decisão impacta diretamente a rotina de cerca de 45 mil funcionários, que aguardam a definição sobre a obrigatoriedade da folga dominical.
Além de novas propostas que visam o bem-estar da categoria.
Diferente de acordos anteriores, a representação dos trabalhadores introduziu um novo pleito de peso na mesa de negociações:
- Redução da jornada de trabalho: O sindicato busca diminuir a carga horária de 40 para 36 horas semanais, medida que, se aprovada, entrará em vigor já no mês de abril;
- Flexibilidade jurídica: A lei permite acordos individuais por empresa ou grupos econômicos caso as entidades não cheguem a um consenso coletivo imediato;
- Compensação aos sábados: A proposta de estender o horário aos sábados redistribui o fluxo de clientes e evita perdas financeiras com a interrupção dominical.
Laboratório?
O Espírito Santo, que já implementou a proibição do trabalho aos domingos e feriados em suas 78 cidades, serve como o principal ponto de referência para Goiás.
No entanto, o modelo capixaba possui características temporárias que os negociadores goianos observam com atenção.
A regra no estado vizinho funciona em uma fase de testes, com validade prevista até 31 de outubro, quando as entidades reavaliarão se a medida permanece ou se o comércio volta a abrir aos domingos.
Fatores determinantes levaram o Espírito Santo a retomar essa restrição:
- Escassez de mão de obra: O setor enfrenta sérias dificuldades para contratar novos funcionários dispostos a trabalhar em escalas de domingo;
- Baixo desempenho de vendas: Indicadores mostram faturamento dominical abaixo da média, o que inviabiliza o alto custo operacional de manter as lojas abertas;
- Abrangência do setor: A regra no Sudeste alcança desde hipermercados e atacarejos até mercearias, hortifrutis e até lojas de material de construção.
Existem outros estados que queiram adotar o fechamento de supermercados aos domingos?
Enquanto Goiás e Espírito Santo avançam nessa tendência, outras regiões do país mantêm a cautela.
Na Bahia, por exemplo, a Associação Bahiana de Supermercados (Abase) confirmou que não existem projetos semelhantes em discussão no momento.
Ou seja, lá se mantém o funcionamento convencional tanto na capital quanto no interior.
Isso demonstra que a mudança em Goiás é um movimento regionalizado, motivado por pressões específicas do mercado de trabalho local.
Mas a transição para o fechamento dominical, acompanhada da redução da jornada para 36 horas, coloca Goiás na vanguarda de uma discussão sobre produtividade x tempo livre.
De acordo com o G1, se as partes selarem o acordo nesta terça-feira, o estado iniciará o mês de abril, logo no dia 1.º, com uma nova face comercial.
O que também passará a exigir que consumidores e empresas se adaptem a um ritmo de abastecimento mais concentrado e planejado.
Mas, para saber mais sobre outras regras, clique aqui*.
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