Estado comemora: Novo salário mínimo sobe para R$2022 em 2026

Saiba como ficou salário mínimo estadual para esses CLTs (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN/Freepik)
Novo salário mínimo: Alesc aprova reajuste de 6,49% e piso regional chega a R$ 2.022 em estado brasileiro para comércio e indústrias; Confira as 4 faixas salariais e as regras do pagamento retroativo
O equilíbrio econômico em uma das regiões mais prósperas do Brasil ganhou um novo fôlego com a atualização de suas diretrizes salariais. Diferente de outros locais que dependem exclusivamente das decisões federais para obter um valor do salário mínimo, o território de Santa Catarina utiliza uma estratégia de regionalização para valorizar categorias específicas e ajustar o poder de compra à realidade do custo de vida local.
Inclusive, a atual movimentação no legislativo estadual sinaliza um avanço importante para milhares de trabalhadores que aguardavam a definição dos novos pisos.
Com a aprovação unânime do Projeto de Lei Complementar 2/2026 pela Alesc, o estado todo comemora o novo salário mínimo, que subiu para R$ 2.022 neste ano.
Essa mudança não apenas altera o contracheque mensal, mas também mexe com toda a cadeia produtiva, exigindo atenção redobrada de empregadores e profissionais sobre as faixas de enquadramento vigentes.
Sendo assim, com base em informações do portal G1, trazemos abaixo os seguintes pontos:
- A aprovação na Alesc e reajuste;
- Divisão por categorias;
- Retroatividade e impacto no bolso do trabalhador;
- Por que Santa Catarina adota o salário regional?

Aprovado!
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou por unanimidade o projeto que estabelece o novo piso salarial regional para o ano de 2026.
O texto, de autoria do próprio Governo do Estado, aplica um reajuste de 6,49% sobre os valores anteriores.
Essa atualização resulta de negociações entre entidades representativas de empregadores e trabalhadores, buscando um ponto de equilíbrio que mantenha a competitividade das empresas sem prejudicar o sustento das famílias catarinenses.

O projeto agora segue para a sanção do governador para se tornar lei efetiva.
É importante destacar que o salário mínimo regional atende especificamente aos empregados que não possuem um piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, funcionando como uma rede de proteção para categorias menos organizadas sindicalmente.
As quatro faixas:
O sistema catarinense organiza os salários em quatro níveis distintos, agrupando diferentes setores da economia conforme a complexidade e a tradição de cada atividade.
Os valores variam entre R$ 1.842 e R$ 2.106, distribuídos da seguinte forma:
- Primeira faixa (R$ 1.842): Contempla trabalhadores da agricultura, pecuária, pesca, indústrias extrativistas, construção civil, empregados domésticos e motoboys;
- Segunda faixa (R$ 1.980): Abrange os setores de vestuário, calçados, fiação, tecelagem, artefatos de couro, papel, mobiliário e profissionais de telemarketing;
- Terceira faixa (R$ 2.022): Inclui os trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas, alimentação, cinematográficas e o comércio em geral;
- Quarta faixa (R$ 2.106): Atende metalúrgicos, indústrias gráficas, de vidro e cerâmica, além de motoristas de transporte em geral, auxiliares de administração escolar e profissionais da saúde.
Retroatividade e seus impactos
Uma das informações mais relevantes para o planejamento financeiro dos catarinenses é que os novos valores possuem efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026.
Isso significa que, assim que o governo sancionar a lei, as empresas deverão realizar o pagamento das diferenças salariais acumuladas desde o primeiro mês do ano.
Essa medida garante que o trabalhador não sofra perdas pelo tempo decorrido durante a tramitação política do reajuste.
Para o setor produtivo, a clareza sobre os novos valores evita passivos trabalhistas e permite o ajuste de custos de forma organizada.
O aumento médio de 6,49% busca repor as perdas inflacionárias e oferecer um ganho real, consolidando Santa Catarina como um estado que pratica remunerações acima do mínimo nacional.
Por que Santa Catarina adota um salário regional?
Instituído pela Lei Complementar 459 em 2009, o salário mínimo regional serve como uma ferramenta de valorização do trabalho local.
Santa Catarina possui uma economia diversificada e um custo de vida que, em muitas regiões, supera a média brasileira.
Ao estabelecer pisos superiores ao valor federal, o estado atrai mão de obra qualificada e estimula o consumo interno.
A estrutura de quatro faixas permite que o governo e as entidades de classe ajustem os salários de acordo com a realidade de cada segmento.
Essa flexibilidade garante que um trabalhador da indústria metalúrgica ou da saúde receba um piso condizente com as exigências técnicas de sua função, enquanto assegura que o setor agrícola também opere dentro de margens sustentáveis.
O diálogo constante entre patrões e empregados define esse modelo, tornando o reajuste anual uma prática consolidada na política econômica estadual.
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