Mais de 5 bilhões: O estouro de cofres da Heineken para comprar parte de rival no Brasil
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Heineken gastou uma verdadeira fortuna para adquirir ações de rival (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco)
Heineken gastou uma grande fortuna para comprar ações de uma de suas principais concorrentes
O ano era de 2010 quando a cervejaria Heineken divulgou a compra de ações da Fomento Económico Mexicano SAB de CV (Femsa).
Segundo o portal Veja, essa transação custou aos cofres da holandesa o valor de 5,3 bilhões de euros que convertido em dólares dá o equivalente a 7,7 bilhões.
No ano de 2010 a Heineken estourou seus cofres para comprar ações da Femsa (Foto Reprodução/Internet)
Com a operação, o grupo holandês passou a ter uma posição de liderança em mercados emergentes da América Latina.
No Brasil, no portfólio das marcas das cervejas da Femsa incluía na época a Kaiser, Bavaria, Xingu, Sol e Summer Draft. O grupo também importava do México a marca Dos Esquis.
Na época, o comunicado que anunciava a aquisição, foi destacado o acordo com a mexicana aonde se fazia a oportunidade em construir uma certa identidade e valor no Brasil, que na época era o segundo mercado mais lucrativo em cerveja no mundo.
Foi adicionada a compra 100% das operações de cerveja da Femsa no México e 83% do negócio de cerveja da Femsa no Brasil, que a Heineken, até então, não possuía.
Expectativas
Além da expansão no mercado brasileiro, outra expectativa que a Heineken esperava era aumentar seus valores e volumes de vendas no México e consolidar a sua marca em território americano, nos Estados Unidos, no segmento de bebidas importadas nas comunidades hispânicas naquele país.
Como resultado da transação, a Femsa manteria uma fatia econômica de 20% na Heineken Group, com 12,5% da Heineken NV e 14,9% da Heineken Holding.
A Kaiser era uma das cervejas que estava no portfólio da Femsa (Foto Reprodução/Internet)
Além disso, a Femsa obteve o direito de apontar dois representantes não executivos para o conselho supervisor da Heineken e um desses representantes será escolhido para o conselho de diretores da Heineken Holding.
A cervejaria holandesa estimava que as sinergias de custo anuais chegariam a 150 milhões de euros e esperava concluir a transação no segundo trimestre daquele ano.
Vae mencionar que, na ocasião, as ações da companhia subiram 4% em Amsterdã. O acordo entre as duas companhias já era esperado depois que a SABMiller desistiu de um leilão dos ativos da Femsa.
A Femsa ainda informou em outubro de 2010 que buscava opções para suas operações com cerveja, que ocupam a segunda posição no México.
Negócio desfeito
Apesar de toda transação e o estouro de cofres da Heineken, segundo o portal InfoMoney, em maio deste ano a Femsa anunciou a venda de parte das ações que detém do o Grupo Heineken.
A transação de 3,3 bilhões de euros, equivalente a mais de R$ 18 bilhões na cotação atual, colocou um montante de 5,9% das cotas do grupo holandês na mesa.
A Femsa é engarrafadora da Cola Cola (Foto Reprodução/Internet)A discussão sobre desfazer o negócio com a Heineken, após mais de 10 anos, começou desde o inicio de 2023 quando o conselho de administração aprovou a venda da participação de 15%.
Na avaliação dos executivos, este não é mais um negócio estratégico dentro dos objetivos da Femsa.
Quais deverão ser os próximos passos sem a Heineken?
Ainda segundo o portal Infomoney, a estratégia é que, nos próximos anos, a marca se concentre em seus dois principais produtos: engarrafamento dos produtos da Coca Cola e a rede de mercado de proximidade Oxxo.
A Fensa também controla a Oxxo (Foto Reprodução/Internet)Vale mencionar que a Oxxo já ultrapassa 20 mil lojas na América Latina e planeja chegar a 500 lojas só no Brasil ainda este ano. O foco principal é se firmar como a maior holding de varejo da região.
Ainda segundo a Infomoney, a Heineken afirmou que comprou 333 milhões de euros em ações (cerca de R$ 1,8 bi) e que deve pagar com recursos próprios e linhas de créditos do mercado:
“Espera-se que o impacto na relação dívida líquida/EBITDA da Heineken seja mínimo e aumente o lucro por ação”, destacou a companhia europeia”
Nesta semana, a empresa também comunicou que vai deixar a posição acionária do restaurante Depot, vendendo participação de US$ 1,4 bi. A marca tem 157 unidades espalhadas pelos Estados Unidos.
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