Relembre a carreira e o destino trágico de estrela que brilhou em ‘Eu, a Patroa e as Crianças’ e o motivo que levou a série ao fim

Houve um tempo em que as tardes de quarta-feira e os finais de semana tinham um sabor diferente. O som de uma risada enlatada vinda da TV era o convite para nos sentarmos em frente ao sofá e acompanharmos as trapalhadas de Michael Kyle em “Eu, A Patroa e as Crianças”, sitcom familiar transmitida pelas telinhas do SBT.

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Inclusive, podemos afirmar que os anos 2000 se consolidaram como a era de ouro das sitcoms, uma época em que as dublagens brasileiras, com bordões que colavam feito chiclete, transformavam produções norte-americanas em uma coqueluche do nosso cotidiano.

Mas, mesmo passando um tempo considerável, o destino de estrelas que brilharam na série, como Gary Coleman, nos transporta para um misto de nostalgia e choque, devido à tragédia que forçou esse adeus.

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Com base em informações do portal Wiki e TV História, trazemos os seguintes pontos abaixo:

  • Gary Coleman e o fenômeno “Arnold”;
  • A batalha judicial e o fim solitário de Coleman;
  • O episódio final de “Eu, a Patroa e as Crianças”;
  • Por que a série foi cancelada em 2005?
Série Eu, A Patroa e as Crianças foi um verdadeiro fenômeno das tardes do SBT (Foto: Reprodução/YouTube)
Série “Eu, A Patroa e as Crianças” foi um verdadeiro fenômeno das tardes do SBT (Foto: Reprodução/YouTube)

O pequeno grande astro

Antes de fazer participações especiais em Eu, a Patroa e as Crianças, Gary Coleman já era uma lenda.

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Na década de 80, ele foi o rosto de Diff’rent Strokes (Arnold), tornando-se o ator mirim mais bem pago da TV americana, chegando a receber cerca de US$ 70 mil por episódio (o equivalente a mais de R$ 380 mil hoje).

Apesar do sucesso estrondoso, a vida de Coleman foi marcada por momentos tensos.

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Devido a uma doença renal congênita que limitou seu crescimento, ele conviveu com dores constantes e chegou a relatar que vomitava nos sets de gravação por não suportar a pressão do trabalho infantil.

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No Brasil, Gary Coleman ganhou destaque, principalmente, como Arnold (Foto: Reprodução / NBC)

Em 1989, Gary processou os próprios pais e empresários por terem desviado milhões de dólares de seu fundo pessoal.

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Embora tenha vencido a causa, as dívidas e a má gestão o levaram a declarar falência em 1999.

Um adeus trágico e polêmico

Em 2010, aos 42 anos, o mundo recebeu a notícia da morte de Coleman. O ator sofreu uma queda em sua casa que resultou em uma hemorragia craniana fatal.

Anos após sua morte, polêmicas sobre a ex-esposa, Shannon Price, surgiram em programas de TV, com testes de polígrafo indicando inconsistências sobre o que realmente aconteceu no dia do acidente doméstico.

O “eterno Arnold” partiu sem um centavo, deixando um legado de talento ofuscado pela exploração familiar.

Em Eu, a Patroa e as Crianças, Gary Coleman apareceu interpretando um namorado de Kady (Parker McKenna Posey) em um sonho, ao fim do episódio, como um entregador de pizza.

Gary Coleman chegou a participar de "Eu, a Patroa e as Crianças" (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Daily Motion/ Wiki)
Gary Coleman chegou a participar de “Eu, a Patroa e as Crianças” (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Daily Motion/ Wiki)

Por que a série Eu, A Patroa e as Crianças acabou?

Para muitos brasileiros, parece que a série durou décadas, mas a realidade é que ela teve apenas 5 temporadas.

O final é lembrado como um dos maiores cliffhangers (ganchos sem resposta) da história das comédias:

  • No capítulo final, Jay pede que Michael faça uma vasectomia. Após muitas confusões e hesitações por parte de Michael, o episódio termina com uma revelação bombástica de Jay: ela estava grávida novamente;
  • No mesmo dia da exibição desse episódio, em maio de 2005, a emissora ABC anunciou que a série não retornaria. O elenco, que esperava renovação, foi pego de surpresa.

Mas, diferente do que muitos pensam, o cancelamento não foi por falta de qualidade, mas por uma “guerra de audiência”.

O culpado? O fenômeno American Idol. O reality show musical da concorrente FOX dominava as noites de quinta-feira, fazendo com que a audiência dos Kyle caísse de 10 para 7,2 pontos.

O então presidente da ABC sentiu que a série já não conseguia competir com o peso dos grandes programas de auditório e optou por não dar um desfecho digno à trama.

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