Ex-chefão da Globo, Boni diz que a emissora foi sensacionalista no caso do assédio de José Mayer

Boni no "Programa do Jô", em 2015 (Foto: Globo/Ramón Vasconcelos)

Boni durante participação no extinto “Programa do Jô”, em 2015
(Foto: Globo/Ramón Vasconcelos)
Ex-chefão da Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, considerou “sensacionalista” a cobertura realizada pela emissora no caso do assédio de José Mayer, nesta semana.
Para empresário, a Globo errou ao tratar o assunto em sua programação. “Em primeiro lugar, assédio é inaceitável”, disse em entrevista à Folha de S. Paulo. “Só dá para analisar esse caso tendo todos os detalhes. Mas acho que [neste caso] não precisava expôr. Isso aí é fazer sensacionalismo”, disparou o ex-diretor da emissora.
Na última terça-feira (04), a Globo informou a suspensão de José Mayer de suas produções por tempo indeterminado. Na ocasião, o ator divulgou uma carta aberta assumindo o erro e pedindo desculpas e a emissora noticiou o caso em seus telejornais. “Sinceramente, isso é assunto interno, não é assunto para ir para o ‘Jornal Nacional’. Todas as grandes empresas resolvem seus problemas internamente. Tem que averiguar a denúncia e punir”, disse Boni, que completou: “O resultado disso aí não é que ‘não houve transparência’, é que acaba transformando um assunto interno em assunto público, com o Brasil com tanta coisa para ser discutida. Colocar seis minutos no ‘Jornal Nacional’ é apelação.” Ele também critica a carta de Mayer. “Extensa demais.”
Boni, que é dono da TV Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba e região (SP), afirma que na época em que foi diretor da emissora nunca recebeu denúncia de assédio. “Só por mau comportamento. E quando eu ouvia algum rumor [de má conduta], já mandava chamar a pessoa.”
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