Ex-integrantes do Pânico falam sobre a extinção do programa
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Bola e Carlinhos no Programa do Porchat (Foto: Reprodução)
Bola e Carlinho no Programa do Porchat (Foto: Reprodução)
Os ex-integrantes do Pânico, Bola e Carlinhos, concederam uma entrevista ao Programa do Porchat, na noite desta última quinta-feira, 12 de julho e, por lá, falaram sobre a extinção do programa. O veterano acredita que a atração humorística tinha capacidade para durar no ar até hoje.
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“Acho que ainda tinha gás. Se desse uma reorganizada, a gente tinha mais um gasinho. [O programa] vinha se reorganizando para pior”, afirma. Carlinhos Silva, que interpretava o Mendigo, explica um dos motivos para a decadência: “A gente estava sendo moldado, não podia fazer piada de política nem com o ex-presidente [Lula] no Mensalão”.
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Bola comentou a saída de Sabrina Sato para ir para a Record. “Nos sentimos traídos, magoados. Quando ela saiu do ‘BBB’ e foi dar entrevista na rádio não falava, de tão tímida, caipira. Olha onde ela chegou, é sensacional”.
Sabrina Sato na época que era do Pânico (Foto: Reprodução)
O homem também relembrou os inúmeros processos que o programa tinha: “Perdemos a mão várias vezes, mas nunca me arrependi. Também não tenho orgulho. Se a gente fizesse o ‘Pânico’ na rádio como no começo, ia todo mundo preso, a gente detonava. Iria tudo pra cadeia”.
PÂNICO TENTA VOLTA AO AR NO SBT
Fora da televisão desde 2017, a equipe do Pânico pode voltar ao ar em uma nova casa. Dessa vez, Emílio Surita e sua trupe podem acabar indo parar no SBT. Silvio Santos e o co-proprietário da franquia seguem com intensas negociações.
O dono do SBT não descarta essa possibilidade e estaria interessado em encaixar a produção, que já passou pela RedeTV!, Band e atualmente está apenas no rádio (Jovem Pan FM), nas noites de sábado, na faixa horária correspondente às 23h. A escolha é em função do humor pesado da atração.
O que vem dificultando as negociações é o fato de Silvio Santos querer que o contrato seja no modelo de sociedade. Dessa forma, o SBT e a produção do programa dividem todos os lucros com comerciais e merchandisings, mas também todos os custos de produção. Essa ideia não agrada a equipe do Pânico.
Emílio Surita e a Jovem Pan, sendo esta última detentora do formato da atração, acreditam que os custos são muito altos e querem receber também pelos direitos autorais da marca. A exemplo do que o SBT paga para os donos do Bake Off Brasil, entre outros. As negociações devem se desenrolar nos próximos dias.
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