Eleita a novela da década pelos leitores do iG, através de enquete, O Clone foi escrita por Glória Perez e exibida pela Globo de outubro de 2001 a junho de 2002. Polêmica, a trama falou sobre a clonagem humana, o combate ao uso de drogas e a adaptação de uma brasileira à cultura muçulmana. Em entrevista ao iG, Giovanna Antonelli, intérprete da protagonista Jade, arrisca dizer que esta “foi a primeira novela que fez ‘imersão’ numa cultura e fez com que o público se envolvesse pela novidade”.

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Com um remake na língua espanhola, em 2010, pela Telemundo – TV americana -, Glória Perez afirma, sem medo: “O Clone foi e é uma novela ótima, que faz sucesso mundo afora”. E emenda: “Estou muito feliz com a indicação de novela da década”.

Giovanna Antonelli, a Jade de O Clone: “A novela deixou saudade. O público se envolveu, torceu. Há anos isso não acontecia com novelas”

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O elenco, de núcleo dirigido por Jayme Monjardim e direção-geral de Marcos Schechtman, contou com Murilo Benício como o galã da vez. Ele enfrentou um enorme desafio ao interpretar três diferentes papéis: os gêmeos Lucas e Diogo, e o clone Leandro (Léo), criado pelo geneticista e padrinho de Diogo, Albieri (Juca de Oliveira), após a sua morte.

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“Personagens muito bem desenhados. Um cuidado primoroso de todos os envolvidos. Foi um encontro de toda aquela equipe. Um trabalho muito especial”, conta Giovanna, emocionada. Vale lembrar que a paixão de Lucas e Jade tornou-se real e Pietro, filho dos atores, está prestes a completar seis anos.

O sucesso da novela se estende até os dias de hoje. No início de 2010, O Clone ganhou um remake no valor de R$ 20 milhões, veiculado pela emissora Telemundo nos EUA e no México, em espanhol. Ambientada em Miami, local que substitui o Rio de Janeiro e Marrocos, El Clon teve a cidade cenográfica construída na cidade de Bogotá, na Colômbia, e tem 250 capítulos.

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Já a versão original, de 221 capítulos, foi exportada para 91 países, entre eles Sérvia, Portugal, Rússia, Turquia, Peru, Argentina e Venezuela, sendo a campeã de vendas da Globo durante anos. Em 2002, a versão espanhol da revista People elegeu Jade e Lucas o casal mais famoso do mundo.

A novela estreou com média de 47 pontos no Ibope, só cresceu a cada capítulo. Vale destacar que cada ponto de Ibope equivale a uma média de 60.000 pessoas atingidas. No último dia de exibição, O Clone levou cerca de 3.720.000 pessoas para a frente da telinha, ou seja, atingiu 62 pontos de média.

Para comparar, podemos destacar a média de audiência do capítulo de Passione que trouxe à tona a revelação do segredo de Gerson: 38 pontos no Ibope.

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Mas O Clone não falava de coisa séria o tempo todo. No núcleo cômico, a atriz Solange Couto, intérprete de Jurema, interagia com os frequentadores do Bar da Jura e lá soltava seu famoso bordão: “Não é brinquedo, não”, que caiu na boca do povo em 2001 e é lembrado até os dias hoje. Já a Odete (Mara Manzan), ficou marcada por dizer “Cada mergulho é um flash”, durante seus passeios pelo Piscinão de Ramos.

Expressões árabes também caíram no gosto dos brasileiros, no período de exibição da novela. As mais conhecidas eram: “arder no mármore do inferno”, “inshalá” (se Deus quiser), “haram” (proibido), “maktub” (está escrito) e “jogar ao vento”.