Encerramento das atividades: Fábrica popular de SP fecha as portas após 70 anos na gestão Tarcísio

Um fábrica popular de SP surpreendeu ao fechar as portas após 70 anos e tudo isso na gestão de Tarcísio de Freitas.

21/02/2026 às 09:15 · Tempo de leitura: 4 minutos

Ilustração fábrica fechada (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Abrir um negócio não é uma das tarefas mais fáceis do mundo. Isso porque uma série de situações pode levar ao fim de um grande empreendimento. Dessa vez, por exemplo, falaremos do anúncio de encerramento das atividades de uma fábrica popular de SP.

Trata-se do fechamento da fábrica de lã de vidro da multinacional francesa Saint-Gobain, do grupo Isover, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Segundo o portal G1, ela será fechada até julho de 2026, após inúmeras denúncias de poluição e barulho gerados pela indústria.

Em seguida, o local funcionará como centro de distribuição. O encerramento das atividades está previsto em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre a empresa, o Ministério Público paulista (MPSP) e a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb), em 22 de dezembro.

Fábrica fecha as portas após 70 anos de atividade (Foto: Reprodução/ Internet)

A fábrica tem uma longa ficha de reclamação. Moradores da região relataram enfrentar problemas para conseguir respirar por conta da fumaça da fábrica. Ainda segundo a vizinhança, as máquinas fazem barulho durante toda a madrugada, emitem fumaça e mal cheiro na região.

Em nota, a Isover afirmou que a decisão ocorreu após um longo diálogo com a comunidade do entorno e os órgãos competentes e fiscalizadores. A empresa disse que, mesmo com o fim da produção, a unidade vai operar para garantir o fornecimento de produtos à cadeia produtiva.

Pronunciamento da empresa

Para o Metrópoles, o Grupo Isover confirmou o fechamento da fábrica, “prazo necessário para minimizar os impactos para as mais de 100 famílias de colaboradores diretos (e milhares indiretos), dezenas de clientes e milhões de consumidores” de produtos que usam lã de vidro.

Além disso, no texto, a empresa, que operava a fábrica há mais de 70 anos no local, afirmou ainda ter atuado em conformidade com a lei e “em sintonia com as melhores práticas e buscando desenvolver melhorias junto à comunidade do bairro”. Mas, MP discorda da situação.

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