A fábrica de lã de vidro da multinacional SaintGobain, localizada em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, vai encerrar suas atividades até julho de 2026. Essa decisão surge após denúncias de poluição do ar, barulho excessivo e impactos diretos à saúde da população local.

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Autoridades afirmam que o acordo entre a empresa, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Cetesb ocorreu em 22 de dezembro. O Termo de Ajustamento de Conduta exige que a área seja transformada em centro de distribuição e que haja gerenciamento completo de contaminação, sob multa de 10 mil reais por dia em caso de descumprimento.

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Ilustração fábrica fechada (Fotos: Canva / Freepik)

Além disso, a fábrica precisa seguir todas as normas ambientais enquanto opera até a data final.

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Moradores relatam que, durante décadas, a fumaça densa, os odores fortes e o barulho constante afetaram o cotidiano e a saúde de quem vive próximo da fábrica. Eles reclamam que a emissão irregular provocou dificuldade respiratória, irritação na pele e ardência nos olhos.

Por isso, a promotoria instaurou um inquérito civil, investigando desde multas anteriores até advertências ambientais. A pressão comunitária e a atuação do Ministério Público aceleraram o processo que resultou no encerramento das atividades.

Por que a fábrica fechou?

A discussão sobre o fechamento chegou à Câmara Municipal em uma audiência pública recente. Representantes da comunidade expuseram problemas graves, mas a SaintGobain não enviou representantes para o debate direto.

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Por outro lado, o TAC prevê que a Cetesb monitore todas as etapas da transição, garantindo que medidas de controle ambiental ocorram de fato.

Além do fechamento da produção, a empresa precisa adotar práticas de recuperação ambiental e apresentar relatórios periódicos ao Ministério Público. Autoridades ambientais destacam que o TAC ainda precisa ser homologado pelo Conselho Superior do MP, mas já representa avanço significativo para a região. Com isso, órgãos públicos esperam reduzir os impactos históricos à saúde e ao meio ambiente.

Especialistas afirmam que a combinação de ações civis, inquéritos ambientais e participação comunitária tem sido essencial para responsabilizar empresas.

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No caso de Santo Amaro, a mobilização da população foi determinante para que a fábrica encerrasse suas atividades. Segundo um representante do MPSP, “a população não pode conviver com risco à saúde enquanto empresas descumprem normas”;

A transição para centro de distribuição gera desafios econômicos para trabalhadores diretos e indiretos. A Saint‑Gobain informou que o prazo de seis meses pretende minimizar impactos sobre os colaboradores e manter contratos comerciais.

Além disso, a empresa se comprometeu a oferecer programas de realocação e treinamento, diminuindo o risco de desemprego em massa.

Por fim, o caso evidencia que a pressão comunitária e o rigor legal conseguem transformar realidades urbanas afetadas por indústrias poluentes. A combinação de fiscalização, audiência pública e TAC garante que empresas cumpram normas e preservem o bem-estar das pessoas.