Fabrício Boliveira fala sobre programa e dispara: "Me reconheço nesse lugar do machismo"

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

15/12/2019 às 02:27 · Tempo de leitura: 3 minutos

Milton Gonçalves e Fabrício Boliveira em cena do especial de fim de ano da Globo (Foto: Estevam Avellar/Globo)

Milton Gonçalves e Fabrício Boliveira em cena do especial de fim de ano da Globo (Foto: Estevam Avellar/Globo)

Fabrício Boliveira, escalado para especial de fim de ano da Globo, surpreendeu ao falar sobre machismo em entrevista ao site Gshow

O ator Fabrício Boliveira está prestes a aparecer na Globo em um especial mais que especial de Natal. Pela primeira vez, a Globo preparou uma história só com atores negros em parceria com a Coca-Cola. E esse especial terá um reencontro para lá de especial de Fabrício com Milton Gonçalves, que será o pai dele na ficção pela segunda vez.

Ao site Gshow, Fabrício falou sobre a felicidade nesse reencontro. “É a minha segunda vez trabalhando com ele, sendo filho dele. Fizemos juntos ‘A Favorita’. Eu considero uma sorte tê-lo como pai na ficção, ainda mais nesse especial tão cheio de representatividade, em que a imagem dele como Papai Noel tanto nos emociona”, disse ele.

Questionado sobre a mensagem passada pelo especial, Fabrício Boliveira declarou: Acho que é importante a gente pensar na história dessa família brasileira. Acho muito inusitado esse texto da Cleissa Regina Martins porque é noite de Natal, e o núcleo familiar está falando de si, sobre si”, disse ele.

Vera (Camila Pitanga), Orlando (Milton Gonçalves), André ( Fabrício Boliveira ) e Jorge (Luciano Quirino) e Letícia (Gabriely Mota) personagens principais de Juntos a Magia Acontece Foto: Divulgação/Estevam Avellar

O ator prosseguiu: “Parece que o Natal ganha uma outra importância, para além dos festejos e dos presentes. Fica uma tentativa de aproveitar esse momento de transformação de resoluções de fim de ano. Achei isso um grande apontamento sobre Natal: a partir da morte de uma mãe, a família encara os dilemas internos para virar o ano”.

Fabrício Boliveira ainda revelou se reconhecer de certa forma no personagem. “Eu me reconheço nesse lugar do machismo que pode nos deixar meio reféns. Muitos homens simplesmente não conseguem falar de sensibilidade, que é possível pedir ajuda, expor fragilidades… Eu estou estudando muito sobre masculinidade, querendo rever esse meu lugar de privilégio”, disse.

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