Falência? Duas marcas icônicas de sorvete derretem e clientes choram em 2025

Sumiram das prateleiras: Dois ícones entre as linhas mais famosas de sorvetes que marcaram gerações desapareceram sem explicações.

08/07/2025 às 06:00 · Tempo de leitura: 8 minutos

Duas marcas de sorvete sumiram do mercado fazendo milhares chorarem (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/TV Foco/Internet)

Sumiram das prateleiras: Dois ícones entre as linhas mais famosas de sorvetes que marcaram gerações desapareceram sem explicações

Duas marcas icônicas de sorvete, que mexeram com o imaginário popular, desapareceram das prateleiras de supermercados e carrinhos de rua.

Trata-se das marcas Yopa e Icegurt, cujo sumiço gerou comoção e até mesmo choro entre consumidores.

Além disso, a situação também levantou uma pergunta inevitável: Será que elas faliram?

A resposta para isso é não, porém há muitas razões por trás desse adeus, como:

  • Aquisições;
  • Reestruturações estratégicas;
  • Concentração de mercado por gigantes do setor alimentício.

Yopa: O sorvete que marcou os anos 90 e sumiu em silêncio:

Quem cresceu nas décadas de 80 e 90, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, tem ao menos uma lembrança afetiva com a Yopa.

De acordo com o portal UOL Notícias, a marca conquistou o público com:

  • Sabores criativos;
  • Embalagens lúdicas;
  • Licenciamento com personagens como Mickey Mouse.

Criada na Alemanha, ainda em 1933, com o nome original “Jopa”, a marca chegou ao Brasil em 1972 e rapidamente caiu nas graças do público.

Sob o comando da Nestlé, a Yopa se consolidou no mercado com produtos como:

  • Sorvete Comics (com tirinhas nas embalagens);
  • Linha Disney (com picolés do Mickey);
  • Formatos temáticos como o jatinho e o cone recheado;
  • Sorvete Sem Parar (clássico da infância urbana).

A fusão que selou o destino da Yopa no Brasil:

No entanto, a década de 90 marcou uma grande mudança. Isso porque a Nestlé uniu forças com a Gessy Lever (atual Unilever) e criou a Insol, uma joint-venture que passou a administrar as marcas Yopa e Gelato.

Essa aliança até gerou bons frutos em curto prazo, porém, em 1997, a Unilever comprou a Kibon, consolidando sua hegemonia no segmento de sorvetes.

Como resposta, a Nestlé optou por descontinuar a marca Yopa e absorver os produtos mais rentáveis sob a própria bandeira.

A decisão, estratégica e definitiva, causou o desaparecimento da marca sem qualquer comunicado oficial.

Icegurt: O “sorvete-iogurte” que virou febre e sumiu do mapa

Lançado em 1996, o Icegurt misturava iogurte e sorvete. Gelado e barato (custava R$ 0,50), ele virou sucesso entre crianças e adolescentes.

No Brasil, ele chegou somente em 2009 e seus carrinhos com o logotipo azul percorreram ruas, escolas e praças de todo o país.

Apesar do sucesso, a marca enfrentou um cenário financeiro adverso.

Segundo o portal Jornal Cotia Agora, a empresa colombiana responsável pelo Icegurt encerrou suas operações no Brasil por altos custos logísticos e carga tributária excessiva.

O produto foi descontinuado no início dos anos 2000, deixando muitos sem entender o que havia acontecido.

Por que essas marcas desapareceram?

Em tese, embora não tenha uma razão publicada oficialmente, algumas explicações envolvem fatores comuns no mercado alimentício:

  • Consolidação de grandes empresas globais;
  • Otimização de portfólios com foco em marcas mais lucrativas;
  • Mudanças nos hábitos de consumo;
  • Dificuldades logísticas e tributárias, especialmente no caso do Icegurt.

Inclusive, no caso da Yopa, algumas análises de mercado apontam que a decisão foi meramente baseada em rentabilidade e estratégia comercial.

Quem domina o mercado de sorvetes no Brasil em 2025?

Em 2025, o mercado brasileiro de sorvetes é dominado por grandes empresas como Nestlé e Kibon, mas também conta com a presença forte de outras marcas como:

  • Froneri;
  • Jundiá;
  • Creme Mel;
  • Frosty. 

Além disso, redes de sorveterias como Chiquinho Sorvetes e empresas especializadas em sorvetes artesanais também ganham destaque.

Mas, apesar das mudanças, a Nestlé continua ditando tendências e mantendo presença dominante, conforme dados da Econodata.

Conclusão:

Em suma, a extinção de marcas como Yopa e Icegurt traz uma verdade simples: não basta ter qualidade; é preciso resistir ao tempo, à estratégia e às fusões corporativas.

As duas marcas não só venderam produtos, como criaram memórias, identidades e afetividade.

Ao sumirem, deixaram um espaço vazio — não apenas nas prateleiras, mas também no coração de quem viveu os anos dourados do consumo nostálgico.

E você? Qual produto da sua infância sumiu e ainda deixa saudade? Mas, se você quer saber mais sobre essas e outras marcas, clique aqui*.

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