Falência? Banco Central acaba de decretar liquidação de gigante das finanças hoje 15/01

Bomba no mercado financeiro: Banco Central decreta liquidação de gigante das finanças após fraude bilionária e suposto elo com o crime.

15/01/2026 às 12:15 · Tempo de leitura: 8 minutos

Banco Central liquida outra financeira (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Internet)

Bomba no mercado financeiro: Banco Central decreta liquidação de gigante das finanças após fraude bilionária e suposto elo com crime organizado

E o sistema financeiro nacional amanheceu sob o impacto de uma decisão drástica. Nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, instituição anteriormente conhecida pelo mercado como Reag Investimentos, a qual é gigante no setor.

De acordo com o G1, essa medida, a qual foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, ocorre em meio a um turbilhão de investigações que conectam a gestora a um suposto esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master e até mesmo suspeitas de lavagem de dinheiro para o crime organizado.

A intervenção do Banco Central interrompe as atividades administrativas da instituição com sede em São Paulo, após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero.

Além disso, no epicentro do escândalo está João Carlos Mansur, fundador da Reag, que foi alvo de mandados de busca e apreensão.

A decisão do BC baseia-se em “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)”.

Um elo em meio às fraudes

A liquidação da Reag não é um evento isolado. Ela representa um desdobramento direto da queda do Banco Master, ocorrida em novembro passado.

Naquela ocasião, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou o episódio como a “maior fraude bancária” da história do país.

Conforme citamos, as investigações trazem suspeitas de que a Reag atuava como parceira estratégica do Master na administração de fundos utilizados para mascarar a venda irregular de carteiras de crédito, em uma transação suspeita com o Banco de Brasília (BRB) que alcançou a cifra de R$ 12,2 bilhões.

A operação da PF, autorizada pelo ministro Dias Toffoli (STF), resultou no bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens.

Durante as buscas na Avenida Faria Lima e em outros endereços de luxo, agentes apreenderam carros importados, relógios de alto padrão e quase R$ 100 mil em espécie.

PCC envolvido?

Ainda de acordo com o G1, a trajetória da Reag já vinha sendo monitorada após a “Operação Carbono Oculto”.

Tanto a Polícia Federal como a Receita Federal identificaram que facções criminosas, como o PCC, supostamente faziam uso de fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro oriundo de fraudes no setor de combustíveis.

Na época, estima-se que R$ 30 bilhões em patrimônio de fundos eram controlados indiretamente pela facção.

E a Reag figurou entre as investigadas por prestar serviços a essas carteiras.

Inclusive, em setembro de 2025, o desgaste levou João Carlos Mansur a renunciar à presidência do conselho da empresa.

O que acontece com os investidores da Reag?

Diferente de um processo de falência comum, a liquidação extrajudicial atinge a entidade administradora, mas não extingue automaticamente os ativos sob sua guarda.

A Reag geria mais de 80 fundos de investimento. No entanto, para os cotistas desses fundos, o Banco Central esclarece os seguintes pontos:

  • As carteiras de investimento permanecem ativas;
  • Os fundos deverão realizar assembleias para buscar novas instituições financeiras que assumam a administração e garantam a continuidade das operações;
  • Gabriel Galípolo informou que a Reag se enquadra no segmento S4 (instituições de pequeno porte), representando menos de 0,001% do ativo total do sistema financeiro, o que afasta o risco de um efeito dominó na economia brasileira.

Posicionamentos dos envolvidos:

  • Banco Central: O BC nomeou um liquidante independente para conduzir o encerramento das atividades e afirmou que continuará adotando medidas para apurar responsabilidades, o que pode levar a sanções administrativas e criminais. Todos os bens dos controladores e ex-administradores estão indisponíveis por determinação legal;
  • Reag Investimentos: Até o momento, a Reag não se manifestou a fim de comentar a liquidação decretada hoje, porém o espaço segue em aberto. Mas vale destacar que, em manifestações anteriores relativas à Operação Carbono Oculto, a empresa negou envolvimento em atos ilícitos, afirmando que sempre colaborou com as autoridades e que agiu de forma regular na prestação de serviços de gestão;
  • Investigados: Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e João Carlos Mansur também não emitiram notas oficiais sobre as buscas realizadas na quarta-feira (14).

Essa liquidação extrajudicial é o “atestado de óbito” administrativo de uma instituição que outrora ostentava prestígio no coração financeiro do Brasil.

O foco agora volta-se para o liquidante nomeado, que deverá:

  • Inventariar os ativos para ressarcir credores;
  • Organizar a transição dos fundos de investimento para gestoras idôneas.

Mas, para saber mais sobre essas histórias de falências, retomadas e muito mais, clique aqui*.

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