Proibido pelo BC e acaba de ter falência decretada: Banco quebra com R$ 1 bilhão em dividas à 40 mil clientes

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

03/05/2024 às 08:07 · Tempo de leitura: 9 minutos

Banco GIGANTE acaba de ter falência decretada e sofre intervenção do BC após se afundar em dívidas (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/BC)

Grande banco, voltado à crédito e financiamento, tem fim confirmado e comunicado oficial expondo a situação é emitido

Um grande banco, voltado à concessão de crédito e financiamentos no geral, acaba de ter sua falência decretada e foi proibido de continuar exercendo suas funções pelo Banco Central, o que caiu como uma verdadeira bomba.

Em meio a um comunicado todos os clientes e parceiros da financeira ficaram por dentro do que aconteceu, o que causou grande choque

Trata-se da BRK Financeira, que se encontrava em liquidação judicial desde fevereiro do ano de 2023, porém, apresentava prejuízos desde o ano de 2017.

Agora em março de 2024, através da 2º Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo, ela teve a sua falência oficialmente decretada, conforme exposto pelo portal Valor Invest.

BRK Financeira teve seu fim decretado após atravessar período conturbado causado por uma crise que iniciou no ano de 2017 (Foto: Reprodução/BRK)

Por dentro da crise:

Conforme mencionamos acima, essa situação já se arrasta desde fevereiro de 2023.

De acordo com o portal “Quero Investir”, o Banco Central chegou a decretar, ainda no dia 15 de fevereiro de 2023, a liquidação judicial da BRK Financeira.

Na época, a autarquia não deu maiores informações sobre a situação da instituição, alegando apenas em seu comunicado oficial que houve.

Pra quem não sabe, o Banco Central sempre intervém em situações de insolvência de bancos sob a justificativa de que o problema em uma instituição pode se estender rapidamente para outras, dada a complexidade do sistema.

Banco Central do Brasil chegou a intervir na situação da BRK Financeira (Foto Reprodução/Internet)

Situação dos clientes e as dívidas …

Quando ocorre esse tipo de situação entra em cena o FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Ele é um mecanismo criado ainda nos anos 90 cuja função é proteger os titulares de créditos perante instituições financeiras.

Fazem parte do escopo do FGC os seguintes créditos:

  • Depósitos à vista;
  • Depósitos de poupança;
  • Letras de câmbio;
  • Letras imobiliárias;
  • Letras hipotecárias.

Assim, os titulares de investimentos ligados à BRK, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e RDBs (Recibos de Depósito Bancário) emitidos pela empresa, conseguem recorrer ao FGC em busca da recuperação de seus ativos, até o limite de R$ 250 mil por pessoa.

Para valores acima desse montante, os investidores terão que buscar consultoria de sua assessoria de investimentos ou um suporte jurídico para pleitear a quantia como parte da recuperação.

Segundo exposto pelo próprio FGC, a BRK Financeira quebrou com uma base de dívidas envolvendo cerca de 42 mil clientes credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, cujas quais somavam a R$ 1,7 bilhão.

Comunicado devastador:

Em sua decisão, o juiz Ralpho Monteiro Filho afirmou que os fatos narrados pelo liquidante e pelo BC demonstram que o ativo da BRK não satisfaz ao menos metade do valor dos créditos quirografários e que de fato ocorreram:

“ Graves violações às normas legais que regulamentam o funcionamento da instituição.

De acordo com o Valor Invest, a decisão também cita “existência de atos e omissões danosos à instituição praticados pelos ex-administradores” e “situação econômico-financeira de insolvência irreversível” da BRK.

Foi nomeada como administradora judicial a Brajal Veiga.

Através do seu site oficial, de forma atualizada, a empresa chegou a emitir uma nota a todos os clientes e parceiros confirmando a situação devastadora que a engolia:

“AVISO AOS CLIENTES E DEMAIS INTERESSADOS:

Foi decretada a autofalência da BRK S.A. CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, inscrita no CNPJ sob o nº 12.865.507/0001-97, no dia 07/03/2024, sendo nomeado como administrador judicial BRAJAL VEIGA ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL LTDA., CNPJ 46.277.677/0001-72, representada por Daniel Brajal Veiga, OAB/SP nº258.449.

SENTENÇA – acesse aqui

TERMO DE COMPROMISSO – acesse aqui

Para maiores informações entrar em contato diretamente com o administrador judicial BRAJAL VEIGA ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL LTDA., CNPJ 46.277.677/0001-72, com endereço à Rua Dr. Renato Paes de Barros, n.º 750, 3º andar, cj. 32, bairro Itaim Bibi, CEP: 04530-001, São Paulo – SP, telefone (11) 3074-4447, representada por Daniel Brajal Veiga, OAB/SP nº258.449″

Conforme podem conferir na imagem abaixo:

Comunicado atualizado em março de 2024 pela BRK (Foto Reprodução/BRK)

Forma atualizada porque, em fevereiro de 2023 eles chegaram a emitir o mesmo comunicado porém com a realidade da época, como também podem ver na imagem abaixo:

Comunicado emitido em fevereiro de 2023 pela BRK (Foto Reprodução/BRK)

De quem era a BRK Financeira?

Ainda de acordo com o Valor Invest, a  BRK era controlada por Nelson Pinheiro, que faz parte de uma família tradicional do Ceará.

Ele herdou o antigo banco BMC (comprado pelo Bradesco em 2007) junto com seus irmãos Jaime Pinheiro Filho e Norberto Pinheiro.

Este último, por sua vez, é fundador e maior acionista do Banco Pine.

Pinheiro também é controlador da empresa de alimentos Ducoco, que também sofreu com a recuperação extrajudicial da Brickell Participações.

A recuperação havia sido proposta pela própria Brickell e aprovada em primeira instância em 2019.

Porém alguns credores não concordaram com o plano e questionaram judicialmente, e depois a própria empresa quis desistir do processo.

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