Bradesco entra na justiça e arma guerra contra a maior varejista do Brasil

O Bradesco e uma das maiores varejistas do país estão vivendo um pé de guerra na justiça por conta de um problema do começo de 2023.

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Essa varejista encontrou da noite para o dia um rombo de mais de 40 bilhões de reais nos seus cofres, abriu recuperação judicial e ninguém sabe da onde surgiu esse problema.

Quem ainda não identificou, estamos falando das Lojas Americanas, que não quer de jeito algum abrir a confidencialidade das conversas com os acionistas para o Bradesco, um dos credores da empresa.

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Segundo informações do UOL, em  petição enviada nesta quinta-feira (14) à Justiça de São Paulo, o Bradesco acusa as Americanas de fazer “a mais pura chicana” para impedi-lo de ter acesso aos documentos e comunicações de diretores e acionistas da varejista.

O QUE ESPECIFICAMENTE O BANCO QUER?

O pedido formulado pelo Bradesco tem a intenção de que a Justiça libere o andamento de um pedido de produção de provas ajuizado pelo Bradesco contra as Americanas para descobrir os responsáveis pelo rombo de R$ 20 bilhões nas contas da varejista.

Segundo o Uol, o Bradesco diz que o pedido de suspensão foi uma forma desleal da varejista em proteger os acionistas.

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“A irresponsável exceção de suspeição aqui respondida – que, claro, não podia deixar de se fazer acompanhada de mais um pedido oportunista de suspensão do processo – é só a mais nova tentativa da Americanas de livrar seus Controladores e Conselheiros da complicada situação em que se puseram, ou de ao menos ganhar-lhes um tempo para que as provas ainda remanescentes de seu envolvimento na companhia possam ser permanentemente excluídas”, disse o Bradesco em petição.

Em nota a UOL, as Americanas disseram que: “o Programa de Antecipação de Fornecedores (PAF) não tem qualquer relação com o tema Risco Sacado, como o Bradesco teria alegado em sua petição. O PAF nada mais é do que um programa de antecipação de fornecedores com caixa próprio, implantado no final de 2021, tendo sido amplamente discutido e aprovado junto aos órgãos de governança da empresa, devidamente registrado nos demonstrativos contábeis e informado ao mercado com total transparência. Trata-se, portanto, de financiamento com caixa da Companhia e, como tal, não é dívida junto a bancos.”