Encerramento das atividades provocou forte reação no mercado financeiro, segundo a Forbes
O fechamento de dois bancos acendeu um grande alerta no setor econômico. Depois de movimentarem fortunas mundialmente, ambos acabaram caindo em falência.
Para quem não acompanhou, em março do ano passado, a Justiça norte-americana decretou o fim do Silicon Valley Bank, o conhecido SVB. Desde 2011, a empresa internacional operava financiando startups.
Segundo a Forbes, a falência foi apontada como a 2ª maior do ramo bancário dos Estados Unidos. Além de ter sido desmantelada, a instituição também era responsável por outras várias empresas terceirizadas.
Com o anúncio, os clientes não conseguiram nem mesmo movimentar o dinheiro aplicado. Especialistas apontaram que o fim aconteceu por resquícios de um “efeito dominó” da crise financeira de 2008 no país.

Mas, esse não teria sido o único motivo, já que, antes de fechar, houve uma forte queda nas ações. De acordo com a Forbes, o setor de tecnologia teria desacelerado nos últimos anos, atingindo diretamente as startups financiadas pelo Silicon Valley Bank.
Internamente, o banco mundial também teria realizado investimentos no Tesouro dos Estados Unidos e em títulos de dívidas públicas ligadas ao governo norte-americano. Os valores caíram e o SVB teve suas contas afetadas, piorando ainda mais a crise.
Na época, tentando reverter as dívidas, a instituição declarou que venderia US$ 2,25 bilhões em ações. Assustados com as incertezas, vários investidores retiraram o dinheiro das contas. Até o fim de 2022, eles tinham cerca de US$ 209 bilhões em ativos.
Eles não foram os únicos. Na mesma época, o Signature Bank também teve fim decretado. Isso causou a perda de US$ 300 bilhões no setor bancário da América do Norte, assustando empresários e correntistas.

É possível reverter a falência?
Essa ação pode ser cancelada através de uma rescisória. Mas, caso não aconteça, o processo reúne os bens da instituição e dos donos, apontando o que deve ser liquidado para pagar as dívidas em aberto.
