Rombo de 30B e falência decretada pelo Banco Central: 2 grandes bancos têm fim decadente após escândalo

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

13/12/2024 às 11:33 · Tempo de leitura: 9 minutos

Clientes se desesperam com fim decretado pelo BC (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/BC)

Dois grandes bancos brasileiros, após anos de solidez, acabaram tendo um desfecho trágico em meio à falências e escândalos

Embora considerados entidades quase que blindadas, os bancos não estão imunes a colapsos, muitas vezes decorrentes de má gestão, irregularidades ou crises estruturais.

No Brasil, existem uma série de exemplos desse tipo de quebra. No entanto, dois exemplos marcantes fizeram o país perder o chão.

Estamos falando do Banco do Estado do Paraná (BANESTADO) e o Banco Comercial Bancesa S/A.

Escândalos financeiros e intervenções do Banco Central abalaram ambas as instituições, símbolos de solidez e crescimento, culminando em falência e desfechos ainda mais dramáticos.

A partir de informações do portal Wiki e do canal Meteoro Brasil, do YouTube, a equipe especializada em economia do TV Foco traz mais detalhes do ocorrido com ambas as instituições financeiras, cujas quais já foram exemplos de solidez.

1- O escândalo do Banestado:

Fundado no ano de 1928 pelo então presidente do estado do Paraná, Affonso Alves de Camargo, o Banestado desempenhou por décadas um papel crucial no sistema financeiro público brasileiro.

No entanto, a partir dos anos 1990, a instituição começou a enfrentar turbulências financeiras e políticas:

  • Em 2000, o Banestado foi privatizado e adquirido pelo Banco Itaú em leilão, por R$ 1,6 bilhão. Contudo, os anos anteriores à privatização foram marcados por um dos maiores escândalos financeiros da história do país: o “Escândalo do Banestado”.
  • Entre 1996 e 2002, um rombo de cerca de R$ 30 bilhões veio à tona e desde então uma teia de escândalos e irregularidades foram expostas.
Banestado (Foto: Reprodução/ Internet)

Isso porque o valor foi para paraísos fiscais por meio de contas CC5, utilizadas para remessas ao exterior.

A operação se deu principalmente através de agências em Foz do Iguaçu, envolvendo também outros bancos, como:

  • Bemge;
  • Banco Araucária;
  • Banco Real.

Essas contas, criadas para facilitar operações de estrangeiros no Brasil, foram manipuladas para sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em larga escala.

Investigações e a CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado, instaurada em 2003, foi presidida pelo senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e relatada pelo deputado José Mentor (PT).

O relatório final recomendou o indiciamento de 91 pessoas, incluindo:

  • Gustavo Franco: presidente do Banco Central na época dos desvios;
  • Celso Pitta: ex-prefeito de São Paulo;
  • Samuel Klein: fundador da rede Casas Bahia.

José Mentor sugeriu um polêmico projeto que daria anistia às pessoas que enviaram dinheiro ilegalmente ao exterior, sob a justificativa de repatriar recursos.

A proposta gerou críticas, alimentando especulações de sabotagem dentro da CPI.

O relatório, que apontava desvios de até US$ 20 bilhões, nunca foi votado, após o presidente da CPI encerrar os trabalhos devido a divergências políticas.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticou duramente o desfecho. Roberto Busato, então presidente da OAB, declarou:

“Fica frustrada a votação de seu relatório em função de pura briga política de políticos que ficaram todo o tempo sob holofotes, me parece tentando apenas captar vantagens eleitorais e não com o objetivo de prestar um serviço à nação.”

Não há registros de manifestações públicas de defesa pelos principais acusados. Gustavo Franco, em outras ocasiões, negou envolvimento direto nos desvios, mas evitou comentários detalhados sobre as acusações.

Bancesa: Afundado na Crise

O Banco Comercial Bancesa S/A nasceu do antigo Banco Popular de Sobral, fundado em 1927.

Após transformações societárias, tornou-se o Banco do Ceará S/A e, posteriormente, o Bancesa.

Sob a gestão de Jackson Pereira, diretor de expansão, o banco cresceu para atuar em nível nacional, mas seu declínio foi igualmente dramático.

Banco Bancesa (Foto Reprodução/ Sindicato dos Bancários)

Infelizmente, em 1995, o Banco Central do Brasil interveio na instituição devido a graves problemas financeiros: um passivo de R$ 421 milhões contra ativos de apenas R$ 136 milhões.

A intervenção marcou o início de um longo processo de liquidação, culminando com a falência decretada em 2003.

Quais foram as irregularidades do Bancesa?

Investigações revelaram que o banco enfrentava problemas de gestão e passivos não declarados.

Embora não tenham sido identificados desvios financeiros de grande escala como no caso do Banestado, os relatórios apontaram falhas graves nos controles internos.

Em 2005, a Justiça indeferiu um pedido para anulação da arrecadação de bens da massa falida e suspendeu a venda de imóveis.

Não há registros de manifestações públicas por parte de Jackson Pereira ou outros ex-executivos do banco sobre as acusações e os desdobramentos da falência.

Banco Central (Foto: Reprodução/Internet)

Considerações finais:

Embora pareçam blindados, os bancos não estão imunes a colapsos por má gestão, irregularidades ou crises estruturais.

No Brasil, os casos do Banco do Estado do Paraná (Banestado) e do Banco Comercial Bancesa S/A são exemplos marcantes:

  • Banestado, adquirido pelo Banco Itaú em 2000, enfrentou um rombo de R$ 30 bilhões entre 1996 e 2002 devido a operações ilegais;
  • Bancesa, afetado por problemas financeiros e de gestão, teve sua falência decretada em 2003 após intervenção do Banco Central.

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