Dívida de R$ 40 milhões e falência decretada: O fim decadente de rival gigante da Casas Bahia após crise

Falência de varejista (Foto: Reprodução, Montagem, TV Foco)
Um dívida milionária somado ao não pagamento dos funcionários, levou uma das maiores varejista brasileira a falência
Notícias sobre lojas sendo fechadas estão cada vez mais frequentes. De janeiro para cá, varejistas tradicionais no mercado brasileiro já baixaram as portas de mais de 110 pontos comerciais e anunciaram que vão encerrar as operações de outros cem nos próximos meses.
O alto número de lojas fechadas coincide com o endividamento dessas empresas e com o aumento dos pedidos de falência e de recuperação judicial. Mas isso não é algo exclusivo do mercado atual.
Segundo levantamento da Serasa Experian, só nos primeiros três meses de 2023 os pedidos de falência subiram 44% em relação ao mesmo período do ano passado. No caso das recuperações judiciais, na mesma comparação, a alta foi de 37,6%.
Existia uma grande varejista ameaçava de perto o monopólio das Casas Bahia. G. Aronson, do empresário Girz Aronson era uma empresa bastante promissora na época, mas acabou se afundando em uma montanha de dívidas.
A rede G. Aronson começou a se expandir nos anos 70, após comprar um estoque de fogões Paterno de uma loja falida. A G. Aronson chegou a ter 34 lojas (inclusive algumas em shopping centers de São Paulo) e mil funcionários e chegou a faturar 250 milhões de reais por ano.

Loja G. Aronson (Foto: Reprodução, Globo)
Quanto o dono estava devendo?
Contudo no dia 10 de setembro de 1998 sua loja foi lacrada. Em janeiro daquele ano, Aronson deveria ter depositado cerca de R$ 13 milhões, referentes ao pagamento da primeira parcela da concordata. A dívida total com os fornecedores era de R$ 40 milhões.

Empresário varejista G. Aronson (Foto: Reprodução, Globo)
O empresário disse várias vezes que não tinha o dinheiro para quitar o débito e que estava apenas aguardando a decretação da falência ou o aparecimento de uma “boa alma” disposta a adquirir as lojas que restavam. Como resultado, além da loja da Conselheiro Crispiniano, foi lacrado, a pedido da juíza, um depósito localizado na via Anhanguera, informou José Basano Netto, advogado de Aronson.